A música inspira o surf.

Sempre estiveram presentes na minha vida. Chegaram juntos e tomaram conta dos meus pensamentos, fazendo com que, a eles, tudo esteja relacionado.

O surf é o meu estilo de vida. Ele dita o meu ritmo. Um amor que perdura por quarenta anos e está cada vez mais sólido.

A música é essencial. Torna momentos marcantes e inesquecíveis pelo simples fato de estar presente.

Nessa trajetória, já percorremos milhares de quilômetros em busca das melhores ondas, sempre embalados pelo bom e velho Rock 'n Roll.

quinta-feira, abril 07, 2011

Circuito Sergipano de Skate # 2011

Confirmadíssimo o Circuito Sergipano de Skate 2011!!


Com datas já pré-definidas e com grandes marcas apoiando, a galera pode ter a certeza que esse ano o skate vai bombar...


A Associação Sempre Skate, na pessoa de Armando Badá, que está à frente da organização, vem fazendo um excelente trabalho e, a cada ano, o esporte mostra um grande crescimento, tanto em número de praticantes, como em evolução dos já competidores.



Segundo o próprio Badá, em entrevista cedida ao Viva Esporte nessa quarta-feira, na pista da orla, o circuito terá cinco etapas com cinco categorias, e ainda poderá ocorrer uma etapa no interior do Estado.



Além dos atletas já consagrados, quatro nomes vêm se destacando e prometem arrebentar na categoria Amador 2, Álvaro Thiago, Iran Rodrigo, Gabriel Nascimento e André Anderson.


Iran Rodrigo - Ollie To Fake



Álvaro Thiago - Disaster


Gabriel Nascimento - FrontSide Air

Vamos aguardar e torcer por essa galerinha que tem muita coragem e talento.

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

Social Distortion

Puta que pariu!!!...O Social está de volta!!
Essas foram as minhas palavras quando, visitando o site dos caras, vi o lançamento do novo disco. Sou fã incondicional desta banda californiana do final da década de 70 que sempre manteve suas raízes no punk rock e no country blues, é isso mesmo, eles fazem um hardcore/punk/heavy/blues/country altamente energético, misturando esses estilos de forma magnífica. Muitas bandas foram influenciadas por eles: Bad Religion, Dead Kennedys, entre tantas outras. Suas músicas já fizeram parte de vários filmes de surf: Beyond Blazing Boards, Drifting, etc...
Liderados pelo grande Mike Ness, a banda lançou seu primeiro disco em 1983, Mommy's Little Monster, rápido e cru, um clássico disco de punk rock/hardcore, e só em 1988, após algumas substituições, gravaram o segundo disco, Prison Bound, um album mais maduro e mais bem trabalhado. A faixa título foi a primeira a entrar num filme de surf.

Em 1990, sai o terceiro disco, Social Distortion. Já consagrados, emplacam várias músicas nos filmes da época. Nesse trabalho, a influência do country é mais visível, inclusive traz uma versão punk rock para um clássico do estilo, Ring of Fire, de Johnny Cash. Você escuta uma vez e sai cantando o refrão(...and it burns, burns, burns, the ring of fire, the ring of fire...). Além dessa, tem um dos seus maiores sucessos, Ball and Chain, linda!

Somewhere Between Heaven and Hell, de 1992, é o melhor trabalho até então. A banda está mais coesa e melódica e o resultado é fantástico, só rockões matadores!! Considero que a partir deste disco o Social deu uma guinada. Mais uma vez, os filmes de surf usaram três músicas dele: Cold Feelings, Bad Luck e King of Fools. Born to Lose soa como uma música dos anos 60, mas tem a pegada característica da banda.
Após um hiato de 4 anos, eles soltam White Light, White Heat, White Trash, outro clássico!! Agora um pouco mais pesado, como se tivessem mesclado as melodias do trabalho anterior com o peso dos primeiros discos. A música Dong Drag Me Down está no filme Drifting, de Rob Machado, matadora!!

Mais uma vez, a banda deu um tempo e Mike Ness lançou dois trabalhos solo, numa linha bem diferente da banda, onde ele toca suas raízes, música americana dos anos 50 e 60.

Depois de longos anos sem lançar nada, vem Sex, Love and Rock 'n' Roll seguindo a mesma fórmula, aliás, esta sempre foi uma característica da banda, manter o mesmo estilo, sendo fiel aos seus princípios e aos seus fãs. Dont Take Me For Granted é de chorar!

É uma pena que tenhamos que esperar tanto tempo pelos lançamentos do Social, mas, por outro lado, como é bom saber que sempre virá um ótimo disco, como este que acaba de sair do forno, Hard Times and Nursery Rhymes, mais um petardo desta que é, na minha opinião, uma das melhores bandas do mundo, uma banda que toca nossos corações com sua simplicidade, suas melodias, seu instrumental simples e direto, sem frescuras, sem artifícios, apenas o puro e clássico Rock 'n' Roll. Aqui está uma banda que tenho orgulho de dizer que sou fã. Vida longa Social Distortion...

http://socialdistortion.com/

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Thee Stranded Horse

Garimpar é uma tarefa bastante árdua, mas, por vezes, altamente recompensadora. Buscar no universo da música algo novo é o mesmo. Por dias ouvimos coisas interessantes, outras descartáveis, no entanto, quando menos se espera, algo nos chama a atenção e de repente estamos diante de uma pérola rara e maravilhosa. Neste caso, essa pérola rara é um projeto do músico francês Yann Tambour.

Hoje, numa dessas viagens cibernéticas, enquanto ouvia uma rádio holandesa(3VOOR12), que por sinal é uma ótima fonte para novidades lançadas por todo o mundo, um som tocou meu interior e parei para dar atenção e fiquei surpreso com a beleza daqueles acordes.

Tocando uma Kora, instrumento de origem Africana, da região de Mali, esse cara faz um som incrível. O disco Humbling Tides, lançado este ano, traz sete músicas maravilhosas, inclusive uma linda versão para What Difference Does It Make, do The Smiths. Com vocais suaves, quase sussurrados, o clima é hipnótico, profundo e sublime, totalmente zen.


Este disco não vai fazer sucesso, não vai tocar em rádios, nem em festas, não vai ser lançado no Brasil e para conseguí-lo importado, vai-se pagar caro, mas para que servem os amigos...
Para conhecê-lo: http://www.myspace.com/theestrandedhorse

segunda-feira, janeiro 31, 2011

3ª Etapa do Sergipano de Skate

Rolou nesse fim de semana a última etapa do circuito Planet de skate 2010. O evento fechou o ano com chave de ouro, com a participação de atletas de vários estados, o que elevou ainda mais o nível da competição.

No domingo, nas finais, a pista estava lotada! O skate vem conquistando um grande espaço em Sergipe, aliás, nosso estado sempre teve tradição no esporte, com grandes representantes pelo mundo afora, Mosquito, Cara-de-Sapo, Juninho Et, que inclusive estava lá, prestigiando com toda simpatia e humildade características dessa galera...

Dessa vez, além de assistir a competição como sempre faço, estava torcendo pelo meu moleque, que, com apenas quatorze anos e apesar de machucado, com uma leve torção no tornozelo esquerdo, o que fez com que ele chegasse atrasado para competir na categoria a que pertence, competiu numa categoria mais elevada e, mesmo assim, deu show!! Com aéreos incríveis, levantou o público e conquistou um sétimo honroso lugar.

No final, na entrega de prêmios, o André, proprietário da marca patrocinadora do circuito prometeu um ano ainda melhor, com cinco etapas. Bom para os atletas, bom para o esporte.
Acredito que a Associação Sempre Skate está no caminho certo, está fazendo um bom trabalho, apesar de alguns tropeços que precisam ser consertados, mas o presidente, Armando Badá, tem muita competência e, com certeza, fará, a cada etapa, os acertos para que tenhamos eventos cada vez melhores.

Parabéns aos organizadores e a todos os atletas.

domingo, novembro 07, 2010

O Fenômeno Kelly Slater


Vivemos um momento histórico!
Na semana que perdemos um dos maiores surfistas do mundo, o havaiano Andy Iron, vimos o maior surfista de todos os tempos conquistar, em Porto Rico, o tão distante décimo título mundial.
Qual outro atleta conseguiu tal feito?
O cara ganhou pela primeira vez em 1992 com apenas 20 anos, assim que se profissionalizou, após buscar o título de campeão mundial amador por diversas vezes, sem êxito.
Na época, a estrela maior era o também americano Tom Curren, três vezes campeão do mundo, que vinha dominando o surf desde 1985.
Do início da era Slater até hoje passaram-se 18 anos. É muito tempo para qualquer atleta, ainda mais se levarmos em conta as adversidades do surf.

Parabéns Kelly Slater...

Alguns números de de Slater:
Recordista de vitórias no WCT 43Vitórias na mesma temporada 7 (96), com Damien Hardman (88) e Tom Curren (90)
Recordista de Títulos Mundiais 10 (1992, 1994, 1995, 1996, 1997, 1998, 2005, 2006, 2008 e 2010)Recordista de Títulos Mundias consecutivos 5 (1994-1998)Recordista de vitórias no Pipe Masters 6 (1992, 1994, 1995, 1996, 1999, 2008)Recordista de vitórias consecutivas no Pipe Masters 3 (1994-1996)Título Mundial por antecipação campeão na 9º das 11 etapas (em Mundaka em 2008)
Campeão Mundial mais jovem da história 20 anos (1992)Campeão Mundial mais velho da história 38 anos (2010)Vencedor mais velho de uma etapa 38 anos (em Rip Curl Pro em 2010)Maior pontuação em uma bateria 20 pontos de 20 possíveis (na final no Tahiti em 2005)

segunda-feira, outubro 25, 2010

Fistful of Mercy - As I Call You Down



Grande descoberta saindo do forno...

O que seria de nós se não fosse a internet? Quantas coisas boas deixaríamos de conhecer?
Um disco como esse, dificilmente chegará por aqui. Não vai tocar nas rádios, nem nas novelas(Ufa!!), apesar das músicas serem maravilhosas, com harmonias perfeitas.

O projeto nasceu do encontro de três grandes musicos: Ben Harper, compositor e guitarrista já bastante conhecido, com vários discos e enorme sucesso; Dhani Harrison, filho do ex-Beatle George Harrison, que bastava isso para apresentá-lo, mas o cara herdou além das semelhanças físicas, o talento incrível do pai; e Joseph Arthur, guitarrista americano totamente desconhecido por aqui, mas já consagrado no meio indie americano daquele país com um som basicamente acústico.

Neste disco, As I Call You Down, com nove músicas, há influências de Beatles, claro, e muito de Crosby, Stills, Nash & Young. Ou seja, ouvimos música nova com a cara dos anos '70.

Pra quem conhece e gosta de Ben Harper, é imperdível!!

sábado, setembro 18, 2010

Novo Formato da ASP World Tour

Finalmente a ASP começou a aplicar o novo formato para os eventos do circuito mundial. No ano passado, depois de muita reclamação dos surfistas, inclusive com ameças de abandono por parte da elite para formar uma nova entidade, foi discutido e anunciado que a partir da etapa de Trestles, California, o número de atletas seria reduzido para 36, os eventos pagariam um montante bem maior(U$ 400.000,00) e o sistema de pontuação funcionaria de outra forma, tudo visando elevar ainda mais o nível do surf e tornar os campeonatos mais dinâmicos.
Como geralmente acontece, depois de anos no mesmo formato, o novo modelo gerou algumas dúvidas. Essa semana, assisti o Hurley Pro desde o primeiro round para entender exatamente como funcionaria, e acredito que foi totalmente positivo. Com o número de surfistas reduzido, agora com apenas 36, sendo os 32 primeiros do ranking e 4 convidados, eleva-se o nível da competição.
São oito fases ao todo. Nos rounds 1 e 4, não há eliminação, os perdedores têm uma nova chance, vão para uma repescagem. Funciona assim:
Round 1 (36): São 12 baterias com 3 surfistas. Os primeiros de cada bateria passam para o terceiro round, e os segundos e terceiros, encontram-se no round 2;

Round 2 (24): São 12 baterias, homem-a-homem, com os perdedores do round 1. Os primeiros passam para o round 3 e os segundos são eliminados. Ficam em 25º lugar e marcam 500 pontos;

Round 3 (24): São 12 baterias, homem-a-homem, com os primeiros do round 1 com os primeiros do round 2. Os doze que vencerem aqui, passam para o round 4, e os que perderem ficam em 13º lugar, marcando 1.750 pontos;

Round 4 (12): Aqui acontece a grande mudança! Nesse round, ninguém é eliminado, mas vencer é muito importante, pois passa-se direto para as quartas de final. O número de baterias é reduzido, apenas quatro, ou seja, os quatro primeiros avançam e os oito perdedores vão para a segunda repescagem;

Round 5 (8): Aqui estão os oito que perderam no round 4 para duelarem no sistema homem-a-homem. Segundos contra segundos e terceiros contra terceiros. Quem vencer passa para as quartas e quem perder fica em 9º lugar, marcando 3.750 pontos;

Quartas de final (8): São quatro baterias formadas pelos primeiros colocados do round 4 com os vencedores do round 5. Os quatro primeiros farão as duas semi-finais. Os perdedores marcam 5.250 pontos e ficam em 5º lugar;

Semi-finais (4): São duas baterias homem-a-homem. Os vencedores farão a final e os perdedores ficarão em 3º, marcando 6.500 pontos;

Na final, o primeiro marca 10.000 pontos e ganha U$ 75.000 e o segundo marca 8.000 pontos e recebe U$ 30.000. Os valores recebidos melhoraram bastante. Com isso, as disputas ficarão mais acirradas e aqueles que correrão a segunda divisão, o WQS, terão muito mais interesse em entrar para a elite.

Nesse primeiro evento, o Hurley Pro, vimos um show de surf. O mar estava clássico, propiciando um alto nível de manobras. Os brasileiros, Adriano Mineirinho e Jadson André, únicos que estavam entre os 32, arrebentaram no round 1, mas perderam no round 3. As promessas, Dane Reynolds e Jordy Smith, comprovaram que são dois dos melhores surfistas atuais. Jordy perdeu nas quartas e Dane foi até a semi, quando perdeu, por pouco, para Bede Durbidge.

Kelly Slater, pela quarta vez, venceu esta etapa. O cara deu show. É impressionante como ele cresce nas baterias decisivas. Na semi-final que fez contra Mick Fanning, parecia que o australiano estava nervoso, caiu nas quatro primeiras ondas e ficou precisando de mais de 15 pontos. O mesmo aconteceu quando ele venceu o novato Owen Wright, que vinha detonando tudo. A estrela do careca ofusca seus adversários.

Com esse resultado, o ranking muda novamente. Agora Kelly assume a liderança, deixando Jordy em 2º e Taj em 3º. Adriano fica em 7º e Jadson em 13º.

Faltam apenas 4 etapas, França, Portugal, Porto Rico e Hawaii, mas muita coisa pode acontecer. Com o nível como está, fica difícil dar palpites. Tem muita gente ainda com chances e Kelly está mais forte do que nunca. Façam suas apostas...

sexta-feira, julho 16, 2010

Clássicos do Rock - UFO

O UFO foi formado em 1969 pelo vocalista Phil Mogg, o guitarrista Mick Bolton, o baixista Pete Way e o baterista Andy Parker. Originalmente conhecido como Hocus Pocus, o grupo mudou o nome para UFO em homenagem a um clube de Londres e começaram fazendo mais sucesso no Japão que na própria Inglaterra.

Os dois primeiros discos, "UFO" 1971 e "Flying", de '72, são considerados por muitos como os melhores, mas em 1974, com a entrada do ex-Scorpion Michael Schenker para gravar "Phenomenon", a banda alcançou seu ápice. Eu diria que até 1978, com o disco "Obsession", os caras fizeram um estrago(no bom sentido, lógico) no Rock'n Roll. Depois disso, Schenker saiu para voltar ao Scorpions e depois para formar sua própria banda e nunca mais o UFO foi o mesmo, apesar de algumas voltas de Schenker para gravar um ou outro disco.
"UFO 1", gravado com um orçamento apertado, tem vários momentos interessantes. Abre com um instrumental psicodélico para depois entrar um Hard Boogie pesado e louco. Já dá pra sentir a mistura que alguns ouvintes podem achar esquisito, mas que confirma a qualidade da banda. C'mon Everybody faz um barulho danado, com um baixo detonando tudo e solos de guitarra viajantes, muito mais experimental e psicodélico. Melinda soa Dark e o destaque vai para os vocais de Phil. Baixo acelerado e guitarras ao fundo para entrar Timothy, outro Hard nervoso. Follow you Home também arrebenta. Who do you Love entraria facilmente em qualquer disco do Deep Purple. Enfim, uma grande estréia que gerou boas expectativas para os próximos lançamentos.
Em 1974, saiu "Phenomenom", sem dúvida o melhor disco dessa ótima banda, um clássico! Músicas como Crystal Light, que com um refrão maravilhoso, faz você sair cantando feliz da vida; Doctor Doctor, talvez a melhor música da banda, uma sonzeira dos diabos, o riff de guitarra é marcante como uma tatuagem, nunca mais sai da sua cabeça! Todas as músicas são maravilhosas, a banda estava no auge da inspiração e da harmonia.
Quando uma banda faz um disco como este, dificilmente consegue superá-lo, e não foi diferente. Os sucessores, também são muito bons, mas não conseguiram a uniformidade de Phenomenon.
Depois de altos e baixos, os caras lançaram agora em 2010, "The Visitors", e podem acreditar, deram a volta por cima! O disco está entre os melhores da carreira dessa pouco conhecida banda que deixou sua marca no Heavy Metal inglês e que ainda tem caldo pra nos oferecer...

terça-feira, julho 13, 2010

13 de julho - Dia do Rock

Hoje é um dia especial, pelo menos simbolicamente, pois desde 1985, quando Bob Geldof organizou o Live Aid, esse dia é comemorado e lembrado em todo o mundo.

Há controvérsias sobre a origem do Rock & Roll e suas primeiras gravações. Em 1955, Bill Halley gravou Rock Around The Clock, o que talvéz possa ser considerado o ponta pé inicial. Se esse foi o início, o "velhinho" estaria comemorando hoje seus 55 anos, com muita força e disposição. Aliás, nos últimos anos, o Rock vem crescendo de forma consistente, gerando inúmeros filhos (subgêneros), conquistando novas gerações e mantendo viva a chama dos mais velhos.

Em 1980, então com meus 12 anos, tive contato com o som do Pink Floyd, se não me engano, era o disco More, e logo depois vieram Yes, Genesis e Led Zeppelin. Pronto, foi o suficiente para me deixar completamente viciado. A partir daquele momento a música passou a ter um outro sentido e importância na minha vida.

Hoje, depois de trinta anos ouvindo o bom, novo e velho Rock & Roll, posso afirmar com toda segurança, quais foram, ou ainda são, as mais importantes, representativas e influentes bandas do mundo. É claro que são vários os estilos, mas sempre houve um punhado de bandas que nunca saíram das playlists ou listas de preferidas.

Infelizmente, algumas não tiveram a sorte, ou a devida atenção, ou ainda a promoção necessária para que fossem reconhecidas como mereciam. Com isso, muita música excelente ficou desconhecida da maioria. Graças a internet, é possível, com alguma paciência, encontrar e desfrutar verdadeiros tesouros perdidos, discos que o dinheiro não compra.

Não vou, nesse momento, falar das principais bandas, dos maiores músicos, nem das melhores músicas, até mesmo porque não há espaço pra isso, como também porque certamente deixaria de fora centenas de outras tão significativas quanto.

Quero, na verdade, comemorar esse dia, como estou fazendo agora, tomando meu vinho preferido e escutando minhas músicas preferidas, tentando fazer uma retrospectiva desses trinta anos de amor por esse som maravilhoso, revigorante, relaxante, que nos faz voltar no tempo, viajar pelos acordes, riffs, melodias e arranjos desses mágicos sons.

Vida longa ao Rock & Roll...

sexta-feira, junho 25, 2010

Siena Root

Estou chocado, entusiasmado, eufórico. Mergulhei de novo nos anos '70 com o Siena Root. Eles são um grupo e um projeto experimental com raízes no analógico rock old school.

Diante de tanta novidade, tanto lançamento e relançamentos, alguns dispensáveis, outros bastante relevantes, eis que surge uma maravilha, uma preciosidade. Formados como trio, vindos da Suécia, que diga-se de passagem tem muito stoner de qualidade, que desde de 1997 vem produzindo altos discos. Os caras sabem perfeitamente como evocar o espírito dos anos '70, é de gritar de alegria!! O som é clássico, mas ainda original. Soa como o Black Sabbath, o Rush, o Deep Purple e ainda o Uriah Heep. É Hard Prog com personalidade, com estilo. Tem como base um órgão pesado, riffs de baixo e guitarra poderosos e também instrumentos indígenas que dão uma vibração psicodélica.
A banda já lançou quatro discos, além de dois singles, todos excelentes. É difícil destacar algum, apesar de algumas diferenças. A base é a mesma, apenas a sonoridade vêm mudando com a chegada da vocalista Sanya. Sua profunda e forte voz enriquece as músicas e complementa muito bem o clima das canções que parecem terem sido gravadas na época de Woodstock.
Em algumas músicas há cítaras que dão um clima oriental, indiano, hippie, como há trinta anos atrás. Sentimos ainda as fortes vibrações do blues, teclados nostálgicos e uma maravilhosa flauta indígena, que nos remete as pradarias do oeste americano.

A explicação para o nome é bastante interessante, segundo eles mesmos, "no sentido de que o blues é azul, é preto o Hard Rock, o reggae é pan-Africano, nossa música tem a cor de Siena. É uma cor quente, de terra, inicialmente a partir das raízes enlameadas de Toscana . Porque esse som tem raízes profundas, ...".Dentre todas as boas novidades que vêm surgindo nos últimos anos, o Siena Root é, sem dúvida, a melhor. Com tantas influências, com tanta personalidade, com estilo e criatividade incomum, é hoje a minha "melhor banda do mundo da década".

segunda-feira, junho 21, 2010

Duelo de Titãs - Occy vs Curren

Nos anos '80, existiam, no circuito mundial, vários excelentes surfistas: Damien Hardman, Barton Lynch, Martin Potter, Sunny Garcia, Ritchie Collins e havia Tom Curren e Mark Occhylupo.

Esses dois foram ícones, ou melhor, são ícones, fizeram história e influenciaram a todos, digo todos que surfavam na época. Era uma disputa de estilos, comportamentos, países e equipes como vimos mais tarde algo semelhante entre Kelly e Andy, mas não na mesma proporção.

Quando esses dois caras se encontravam em baterias, e foram várias, o surf estrapolava os limites. Os dois, cada um da sua maneira, mudaram a linha e o estilo do surf. Curren era muito mais polido, clássico, fazia um surf "redondo", bonito e radical; Occy era um "touro" - como inclusive era chamado - extremamente forte, radical, com um "back side" infalível.

Lembro-me de várias discursões entre amigos e também nas revistas especializadas para decidir quem era melhor. Curren ganhou três títulos mundiais e Occy apenas um, mas isso não define nada!

Nos filmes, as sessões dos dois ficaram na memória. Era obrigatória antes das caídas. Só para citar alguns dos clássicos: The Search, Buyip Dreaming, Pump, etc...Fizeram várias finais juntos, algumas eternamente lembradas e graças, registradas, como em 1986 em Bells Beach, Australia. (ver video http://www.youtube.com/watch?v=DtY9Iwtd16E )

Recentemente, a ASP convidou-os para um desafio, lembrando os velhos tempos. Curren ganhou a primeira e Occy a segunda. É claro que a performance não é a mesma, mas serviu para matar a saudade dos milhares de fans pelo mundo e para os jovens entenderem de onde vem o surf atual. (ver video http://www.youtube.com/watch?v=9EkJG0lMS-s )

sábado, junho 19, 2010

Budgie - In For The Kill!

O Budgie, muitas vezes dito como uma mistura de Black Sabbath (pelos riffs pesados) e Rush(pelos vocais rasgados à Geddy Lee), é uma obscura banda de metal inglesa com origem ainda nos anos sessenta, em Cardiff, País de Gales. Gravou seus melhores discos apenas nos anos setenta.

Com seu quarto lançamento, In for the Kill!, o Budgie confirmou-se entre as bandas de metal mais consistentes da Inglaterra.

Como nos discos anteriores, o álbum conta com ótimos riffs do guitarrista Tony Bourge e lamentos vocais do baixista Burke Shelley.

A faixa-título abre o disco soando como Black Sabbath, mas logo volta a característica da banda. "Crash Course in Brain Surgery"(segunda canção a ser regravada pelo Metallica), contém um riff repetitivo e contínuo, é curta e ótima, enquanto "Wondering What Everyone Known", inclui um pouco de violões folk com harmonias vocais, é Beatles. "Hammer and Tongs" é uma viagem...Talvez a melhor do disco. Os vocais trancendem o real para finalizar em um blues com um preciso solo de guitarra. "Running from my soul" tem um duelo de baixo e guitarra num ritmo alucinante. Dá vontade de "empunhar" uma guitarra e bater cabeça. "Living On Your Own" fecha o álbum com a tradição da banda de músicas longas.

Infelizmente negligenciado pela mídia, In for the Kill! é mais um grande álbum de metal desconhecido do grande público. Junto com os três primeiros, "Budgie", "Squawk", e "Never Turn Your Back on a Friend", é um importante registro do British Heavy Metal.

Para conhecer um pouco mais e ouvir algumas músicas da banda, visite: http://www.myspace.com/budgieofficialmyspace

quarta-feira, junho 09, 2010

Festival Alma Surf 2010


Vem ai o "Festival Alma 2010 - Surf é Alegria". Nos dias 01, 02 e 03 de julho a Bienal do Ibirapuera, em São Paulo, receberá, mais uma vez, o maior evento do surf brasileiro.


Já consagrado, o Festival terá como atrações musicais nacionais: Falcão e os Loucomotivos, Malu Magalhães, Edu Marron e Hurtmold, banda que faz um instrumental alucinante, misturando Jazz, Rock e Funk. Como sempre, também virão ícones da Surf Music internacional. Dessa vez, se apresentarão a Malali Band, banda dos californianos Rob Machado e Jon Swift e o The John Butler Trio, super banda australiana com vários cds maravilhosos, inclusive em turnê do seu mais recente trabalho "April Uprising".


Além dos shows, o Festival trará atrações de arte, design, moda e cinema, com os últimos lançamentos do surf.


Todos os anos, várias "estrelas" do esporte marcam presença, além de diversas personalidades da moda, da música e muita, muita mulher bonita...


Os ingressos já estão à venda por R$ 50,00 o dia ou R$ 80,00 o pacote para os três dias.


Infelizmente, como começará numa quinta-feira, não poderei ir, mas pra quem puder, será inesquecível.

domingo, maio 16, 2010

Adeus a Ronnie James Dio


Hoje, 16 de maio de 2010, o Rock'n Roll está de luto! Perdemos um dos maiores vocalistas de todos os tempos.

Ronnie, mesmo com seus 67 anos, ainda era uma referência no metal. O baixinho começou bem cedo. Muita gente só o conhece como vocalista do maravilhoso Black Sabbath, mas a sua carreira começou bem antes, ainda em 1958, com o "Ronnie and Red Caps", que depois passou a se chamar "Ronnie Dio & The Profhets", depois "The Electric Elves" e ainda "The Elves".

Até então, nada demais. Só no início dos anos '70, agora com o nome "ELF", as coisas mudaram. O "ELF" gravou três discos, ELF(1972), Carolina County Ball(1974) e Trying To Burn The Sun(1975). O som era meio Blues, meio Hard Rock. Todos os três discos são muito bons, apesar de desconhecidos e difíceis de encontrar.

Após o fim do "ELF", Ronnie foi convidado para o "Rainbow". Lá gravou os melhores álbuns da banda, diga-se de passagem. Afinal, dio já era um dos melhores vocalistas do Hard Rock.

Com problemas pessoais no "Rainbow", Dio aceitou o convite para substituir Ozzy no "Black Sabbath". Esta seria uma difícil tarefa. Substituir o Ozzy na maior banda de Hard Rock do mundo e ainda tendo que enfrentar a desconfiança dos milhares de fãns que prefeririam o fim da banda a uma substituição fracassada. Mas não demorou e o baixinho já havia conquistado a maioria dos fãns. Também pudera, com uma voz daquela...

Foram mais três discos maravilhosos, "Heaven and Hell"(meu preferido), "The Mob Rules" e o ao vivo "Live Evil". Agora o cara já era conhecido mundialmente, então era a hora da carreira solo.

Foram anos de sucesso. Discos clássicos como o "Holy Diver" e outros não tão bons assim, mas sempre na mesma linha, com a mesma voz que o consagrou.

Recentemente voltou ao "Black Sabbath", dessa vez com o nome "Heaven and Hell" para mais um disco e uma turnê mundial que incluiu o Brasil em maio de 2009. Na época senti muito não ter ido ao show. Sonhei por muito tempo ver o "Black Sabbath" e senti que poderia ter sido a última oportunidade de vê-los, apenas pela idade dos caras, nada mais. Se eu pudesse prever o que aconteceria...

Em novembro de 2009, sai a notícia que Dio estava com câncer de estômago. Que tristeza! A partir daí, era uma questão de tempo, e foi pouco tempo!

Foi-se mais um ícone...Uma voz insubstituível. Uma lenda do Rock. Um dos meus artistas preferidos! Fica um vazio, a tristeza pela perda. Mas vamos continuar ouvindo-o em todos os seus discos. Sua voz ficará para sempre em nossos ouvidos...

Adeus Ronnie. Esta é a minha homenagem. Muito obrigado!

segunda-feira, maio 03, 2010

Earl Greyhound

Quando li na Net sobre "Earl Greyhound", pensei se tratar de um novo Bluesman. Nada disso! Na verdade é um puta Power Trio!! Banda de hard rock do Brooklyn, New York, o "Earl Greyhound" é formado por Matt Whyte na guitarra e vocais, Kamara Thomas no baixo e vocais e Ricc Sheridan na bateria.

Acabam de lançar o segundo disco, "Suspicious Package". Pra quem gostou do primeiro, "Soft Targets", garanto que esse é ainda melhor. A temática é a mesma, Rock'n Roll cru, nervoso, pesado, às vezes psicodélico, bem stoner com elementos do blues.

Gostei dos vocais do Matt Whyte, que também manda bem nas guitarras, mas quando Kamara canta, tem aquela coisa, sei lá, meio soul, cool, negra...Difícil explicar, puro feeling.

É sonzeira meu irmão!! Aumente o som que isso aí é Rock'n Roll...

http://www.myspace.com/earlgreyhound

quinta-feira, abril 29, 2010

WCT - Santa Catarina


Jadson Campeão - Incrível!!
Com uma onda excelente (8,0) e outra muito boa (6,4), o nordestino de Natal sagrou-se campeão em cima do Kelly Slater (6,5 e 7,5). Atualmente com 20 anos, morando no Guarujá, a revelação brasileira arrepiou durante todo o evento e não deixou dúvidas quanto a sua vitória.


O garoto parece que não se intimida com as feras. Na final, por exemplo, ele chutava a rabeta, dava aéreos, colocava a prancha de backside em ângulos absurdos! Mostrou repertório de manobras com estilo e fluidez como ninguém.


Começou o ano com um 17º, depois ficou em 9º, e agora em 1º. Deu um pulo no ranking!


É claro que o circuito está só começando. A próxima etapa será na Africa do Sul em julho. O ranking está embolado, mas já percebe-se um distanciamento dos 10 primeiros, e temos dois brasileiros nesse bolo.


Infelizmente, o mineiro não foi tão bem e caiu um pouco, contudo sabemos do seu potencial e temos certeza da sua recuperação. Quanto aos outros dois, Neco e Marco Polo, não há muito o que esperar, são apenas figurantes.
Como fica o ranking após três etapas:

1 - Kelly Slater - 21.750
2 - Jordy Smith - 18.500
3 - Taj Burrow - 18.250
4 - Jadson André - 15.500
4 - Mick Fanning - 15.500
6 - Bobby Martinez - 14.750
6 - Dane Reynolds - 14.750
8 - Adriano de Souza - 14.250
8 - Joel Parkinson - 14.250
31 - Neco Padaratz - 4.000
41 - Marco Polo - 1.500


sexta-feira, abril 09, 2010

WCT - Australia


Acabou a "perna" australiana do circuito. Foram duas etapas, a primeira na Gold Coast e a segunda, que a princípio rolaria em Bells, aconteceu em quatro praias diferentes.


As "estrelas" continuam brilhando: Taj começou dominando e depois vieram os outros, Bede, Joel, Mick, Kelly e Adriano. Agora já podemos colocá-lo na elite; O mundo já reconhece isso!! O Mineiro está surfando de igual para igual com qualquer um. Começou o ano com dois quintos lugares e está agora na sexta posição do ranking, empatado com Joel e Bede.


Kelly mais uma vez arrebentou! O cara mesmo com uma fratura no pé direito venceu a etapa numa final contra Mick Fanning e saiu de nono para segundo no ranking. Coisas do mestre...


O Jadson vem surfando bem e acredito que possa figurar entre os 30, já os outros dois, Neco e Marco Polo, não têm surf para o WCT, sem chances.


A próxima etapa é aqui no Brasil, o que sem dúvida será uma ótima oportunidade para os brasileiros melhorarem posições. Vamos torcer!!


Ranking do World Tour depois de duas etapas:


1 Taj Burrow (Aus) – 16.500 pontos

2 Kelly Slater (EUA) – 13.750

3 Jordy Smith (Afr) – 13.250

4 Bobby Martinez (EUA) – 13.000

5 Mick Fanning (Aus) – 11.750

6 Joel Parkinson (Aus) – 10.500

6 Bede Durbidge (Aus) – 10.500

6 Adriano de Souza (Bra) – 10.500

9 Dane Reynolds (EUA) – 8.250

10 Fredrick Patacchia (Haw) – 7.500

10 Adrian Buchan (Aus) – 7.500

13 Jadson André (Bra) – 5.500

30 Neco Padaratz (Bra) – 2.250

39 Marco Polo (Bra) – 1.000

segunda-feira, abril 05, 2010

Praia do Francês / Alagoas



A Praia do Francês, no litoral sul de Alagoas, é um reduto de surfistas. Lembro-me da minha primeira viagem, em meados de '83, acompanhado do meu irmão Anderson e de um tio que hoje não surfa mais. Fomos num Fiat velho, com pranchas no teto em cima de uns colchonetes. Naquela época, pousada e restaurante era coisa de burguês. Levamos nossa barraca, armamos no coqueiral em frente ao pico e comíamos o que levamos de casa. Era surf o dia todo! Estávamos ali pra isso! Nem banho doce tomávamos!

O Francês era mágico. O mar verde transparente, aquelas ondas perfeitas e sem crowd, a areia branquinha e o coqueiral ao fundo faziam a nossa cabeça. Depois da minha primeira viagem, sempre que tinha possibilidade, largava-me pra lá. Fui várias vezes no ônibus da São Geraldo que saía de Aracaju à meia-noite e descia no entroncamento que dá acesso ao povoado, distante uns dois km, por volta das quatro da manhã. Foram várias viagens como essa, com vários amigos diferentes: Gilvan Lobo, Alberto Chocolate, Esdras, Sérgio Sessé, entre outros.

Numa dessas viagens, já com a minha esposa, passamos uns vintes dias, até que num final de semana que rolava um campeonato nordestino, uma birosca que servia almoço pra galera teve a comida estragada por uma bactéria que derrubou todos que comeram lá naquele dia. Foi uma parada sinistra! Dezenas de surfistas com infecção intestinal. Passei mal uns dois dias até que precisei ir ao Pronto-Socorro de Macéio já bem desidratado e fiquei por 24 horas tomando soro. Relativamente recuperado, voltamos para mais uma semana por lá. São muitas histórias do Francês, algumas de dias clássicos e outras bem cabulosas, como quatro dias de chuva dentro de uma barraca com três caras.

Nessa Semana Santa, voltamos lá depois de uns seis anos. Confesso que fiquei um pouco triste com o que vi: o desenvolvimento, a especulação, o comércio, o crowd intenso, tudo isso afasta aquela magia do lugar. Pra piorar, não deu onda! Apenas na sexta-feira santa ficou bonito. Foi bom rever alguns amigos: o Rei, que todo dia no final da tarde aparecia na praia pra ver seu pupilo quebrando as ondinhas; o Moabe, que disse que não estava surfando porque estava machucado; o Marcondes, que quase não reconheci de gordo, mas ainda quebrando tudo!

É uma pena que o desenvolvimento "destrua" certos lugares. Tenho certeza que na baixa estação, nos dias de semana, ainda possamos sentir naquela praia o que sentíamos há alguns anos, só não sei por quanto tempo. Vida longa ao Francês!!

quarta-feira, março 17, 2010

The Album Leaf

Este é um projeto solo de Jimmy LaValle. Surgido em San Diego, California.

Conheci a banda em 2008, quando comprei o filme "One California Day". Na trilha sonora, ouvi uma música maravilhosa, que fluia perfeitamente com as imagens belíssimas da California e com o "life-style" local. A música chamava-se "Window" e a banda era o "The Album Leaf". Nunca tinha ouvido falar, mas é como já disse – os filmes de surf são ótimos para lançar novas bandas.


Procurei os discos do grupo na net e foi um tanto difícil de encontrar. Mas achei dois: "In A Safe Place" e "Into The Blue Again". Nomes bem sugestivos! Pensei.


De cara, estranhei um pouco. Afinal, não é o estilo de música que costumo escutar. Assemelha-se ao "Tortoise" e ao "Sigur Rós". Não tem nada a ver com Rock'n Roll. O som é extremamente tranqüilo, limpo, muito bonito, mas é eletrônico. Calma, não é dance!! Longe disso. Tem sentimento. É uma mistura de Jazz, Lounge, Clássico moderno. É ótimo para acordar, para o amanhecer, ver o dia nascer ou como trilha para qualquer evento natural. A maioria das músicas são instrumentais e bem viajantes. Transmitem paz.

O filme trás ainda outra música da banda, "Always for You", também maravilhosa. Além dessas, os discos têm outras ótimas músicas, no mesmo clima, porém confesso que não gostei do todo. Às vezes, soa muito Jazz e perde um pouco da essência, da "vibe". Ainda não escutei o novo trabalho, "A Chorus Of Storytellers", mas aconselho pra quem ficou curioso, começar com "In A Safe Place", que, na minha humilde opinião, é o melhor. Não vai se arrepender, garanto.

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Roadstar


Há alguns dias, "fuçando" na rede por sons desconhecidos, li algo sobre uma banda chamada "Roadstar" que interessou-me e passei a procurá-la até conseguir o album "Glass Mountain", que pensava ser o único registro dos caras, devido a dificuldade de encontrar informações sobre o grupo. O som remetia aos anos '70. Forte, pesado, com vocais rasgados e guitarras agressivas lembrando, muitas vezes, o Aerosmith.
Logo na primeira audição fiquei impressionado com a qualidade da banda. Tamanha foi minha surpresa ao descobrir que esse disco havia sido gravado em 2007!
Diante disso, fiquei ainda mais curioso em saber mais sobre a banda. São ingleses, chamavam-se "Hurricane Party", quando em 2003 mudaram de nome. O primeiro disco, lançado em 2006, "Grand Hotel", chegou a ganhar prêmios na Inglaterra disputando com o também excelente "Wolfmother", lançado no mesmo ano.
Infelizmente, só gravaram esses dois discos. O "Roadstar" é mais uma grata surpresa que recomendo a todos que, como eu, loucos pelo Hard Rock setentista, procuram sonoridades da época.

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Wolfmother

Os filmes de Surf sempre trouxeram novas bandas nas suas trilhas sonoras, sempre foram um veículo importante para novas descobertas. Para fanáticos por música como eu, as imagens das ondas e as novas manobras não são tudo, o som também é muito importante.
Para nós surfistas, é verdade que quando nos identificamos com uma sessão de algum filme, a música que estiver rolando será aquela que queremos escutar nas nossas próximas sessões.

Quando em 2005 a Quicksilver lançou o "Young Guns II", um filme com os novos talentos da marca numa viagem pela Indonésia, uma banda chamou a atenção: a revelação australiana "Wolfmother". Abrindo o filme com "white unicorn" e na sessão da estrela Kelly Slater com "woman", música que em 2007 ganhou o Grammy Awards de melhor desempenho de Hard Rock.
O "Wolfmother" é um power trio que começou em 2000 com Andrew Stockdale(vocais e guitarra), Chris Ross(baixo e orgão) e Myles Heskett(bateria), mas só lançou seu primeiro disco em 2004. O EP homônimo tinha apenas quatro músicas e já mostrava a potência e a criatividade dos caras. O som é uma mistura de hard/heavy/stoner setentista com grandes influências de bandas como o "Black Sabbath", o "Blue Cheer" e o "Led Zeppelin". Em 2006, lançam um segundo EP chamado "Dimension".
Devido ao grande sucesso local, a banda foi contratada por uma grande gravadora e pôde lançar seu primeiro cd pelo mundo. "Wolfmother" têm 13 músicas de arrombar!! Não é muito comum uma banda lançar um disco onde todas as músicas mantém a mesma qualidade. Esse disco é assim. Costumava dizer que esse era o melhor disco da década, pelo menos até o momento.
Em 2008, muito se falou da separação da banda devido ao ego dos caras, mas Andrew Stockdale dispensou seus amigos e reformulou a banda, agora com mais um guitarrista para lançar "Cosmic Egg". A expectativa era enorme. Será que conseguiriam manter o mesmo nível? Não só conseguiram como se superaram. O disco está ainda mais pesado. É porrada na orelha!!

Nos últimos anos tivemos grandes lançamentos no Rock'n'Roll além do "Wolfmother": "Radio Moscow", "Jet", "Back Door Slam", entre outras, mas essas serão outras postagens. Por enquanto, apreciem o som desses australianos...

segunda-feira, janeiro 25, 2010

WQS Brasil - Começa a briga

Amanhã, 26 de janeiro, começa o Maresia Ceará Surf Internatinal WQS 2010. Esta será a terceira etapa do ano de um total de 51 da divisão de acesso. No entanto, como foi qualificada como 6 estrelas, com premiação de US$ 145.000,00 e 3.000 pontos no ranking unificado, será a primeira com participação maciça dos melhores surfistas do mundo.

A praia escolhida foi o Ronco do Mar, em Paracuru, no Ceará. Há alguns anos atrás, tive a oportunidade de conhecer esse lugar e posso afirmar que, além do visual incrível, a onda, quando tem um bom swell, é espetacular. É um Point Break de direitas longas e bastante manobráveis.

Os organizadores já confirmaram a presença de surfistas de 16 países, além do Brasil. Como com as novas regras somente as oito melhores colocações de cada atleta pontuarão para o ranking, etapas como esta são importantíssimas para quem pretende entrar no WCT.

A novidade será a presença, como convidada, da surfista local e atual vice-campeã mundial Silvana Lima, que competirá com os homens, assim como fazia no início da sua carreira. Surf pra isso ela tem! Além dela, muitos brasileiros terão sua primeira chance nesse circuito.

Tomara que os nordestinos aproveitem o conhecimento do local para superarem os gringos e começarem o ano com uma boa pontuação.

sexta-feira, janeiro 22, 2010

Mortes por afogamento


Infelizmente, ontem, dia 21/01, mais duas mortes aconteceram nas nossas praias. Agora são quatro em menos de dois meses. Dessa vez foram dois ingleses: o guitarrista Leon Villalba, de 21 anos e o baixista Timothy Kennelly, de 18 anos, integrantes da banda After Death que estavam em turnê pelo Brasil e fariam hoje, dia 22/01, um show aqui em Aracaju. Um dos corpos foi encontrado logo depois do incidente e o outro somente hoje, na praia de Aruana.


Nossa praia é hoje a quarta praia do Brasil em óbitos por afogamentos. É impressionante esse índice, levando em consideração a natureza do local. Não temos grandes correntezas, não temos pedras no mar, não temos valas nem ondas fortes, então por que tantas mortes?

Nessa época do ano, é normal o aumento do número de turistas e muitos deles são descuidados, além da própria população local que não costuma ir à praia e, quando vai, não toma os devidos cuidados.


É nesse momento que é fundamental a presença dos salva-vidas, mas isso não vem acontecendo! Nós que estamos no mar todos os dias e que conhecemos as correntezas e as mudanças de marés é que, muitas vezes, orientamos alguns banhistas a tomarem certos cuidados.


É comum vermos os bombeiros pelas praias colocando bandeiras de perigo, mas isso não é suficiente! Ninguém presta atenção a elas. Nos dias em que o mar forma "bacias", é comum vermos muitas crianças e idosos nesses espaços que são os mais traiçoeiros. Na Orlinha, também conhecida como Praia do Meio, dependendo da maré, as correntezas "puxam" para dentro e um descuido pode ser fatal.


Se essa postura dos guarda-vidas não mudar, teremos ainda muitas outras vítimas. Eu mesmo nunca vi um treinamento dos bombeiros no mar! Sabemos que nadar em piscinas é bem diferente. É preciso um treinamento específico. Será que podemos confiar nos nossos salva-vidas? Há dois anos, quando um surfista foi levado pelas correntezas para alto mar, não havia botes para resgatá-lo. O cara foi salvo por um navio que passava lá por fora. Ano passado, outro morreu preso numa rede.


Está na hora da corporação responsável pelas praias tomar uma atitude afim de acabar, ou pelo menos reduzir esses acidentes e acredito que a melhor forma, além de ser a mais barata, é a orientação e observação dos banhistas e também de muitos garotos que estão começando a surfar, principalmente nos períodos de férias escolares.


Respeite o mar, pois ele é de uma força imensurável e ninguém o domina totalmente.