Acaba de sair nos Estados Unidos uma caixa com quatro dos melhores discos do Fleetwood Mac, em vinil, Then Play On, Kiln House, Bare Trees, Future Games. A caixa abrange fases e formações diferentes da banda, do Blues Rock ao Pop. Por que essas coisas não chegam por aqui?
quarta-feira, abril 22, 2015
terça-feira, abril 21, 2015
Muddy Brothers
Os Muddy Brothers são um trio capixaba dos bons, fazem um Blues Rock inspirado, com peso e groove suficientes para rachar concreto. Em 2013 lançaram o excelente Handmade, com 12 músicas cantadas em inglês visando, lógico, o mercado internacional, porque é o tipo de som que só uma pequena minoria escuta no nosso país de bunda.
Ano passado eles soltaram mais um trabalho, o EP Seasick, com cinco faixas na mesma pegada do primeiro álbum. Esperava-se que logo viessem com o segundo disco, mas acompanhando as publicações da banda, sei que entraram no estúdio em fevereiro último e já devem estar com tudo prontinho. Essa semana publicaram esse video com uma gravação da música Love Won't Bring You Down, que está no primeiro disco, só para esquentar as expectativas...
https://soundcloud.com/themuddybrothers
https://www.facebook.com/TheMuddyBrothers?fref=ts
domingo, abril 19, 2015
A Música Nunca Parou - Trailer Oficial
Poxa, que filme legal! Pai e filho tentando um reconciliação através da música que foi, no passado, o motivo do rompimento entre eles. A trilha sonora é linda, Bob Dylan, The Beatles, Buffalo Springfield, C.S.N.&Y., The Grateful Dead, entre outros clássicos dos anos '70. Um drama emocionante baseado numa história real. Vale demais!!
Highlights das Meninas
Ontem, quinto dia do Drug Aware Margaret River Pro foi das meninas. Rolaram os rounds 2, 3 e 4. Nossa representante, Silvana Lima, após ter perdido para Tyler Write no Round 1, passou por pouco por Alessa Quizon no Round 2. Foi então para o Round 3, que não elimina ninguém, é apenas classificatório. Silvana perdeu para a havaiana Malia Manuel e precisou correr o Round 4. Infelizmente, mesmo surfando muito bem, caiu frente à Bianca Buitendag, naquela que foi a melhor bateria do round, com a maior média(8,29), finalizando sua participação em 9º lugar.
Silvana já tinha conseguido um 5º e um 9º lugar nas duas primeiras etapas e está em 8º lugar no ranking. Com essa colocação, deve cair algumas posições, tudo vai depender das suas rivais. O importante é manter-se entre as 10 primeiras para garantir-se na elite.
É uma pena que ela não venha conseguindo colocações melhores, porque é, sem dúvida, uma das que mais está surfando, impressionando a todos. Mas o ano está só começando, ainda veremos ela brilhar...
sábado, abril 18, 2015
sexta-feira, abril 17, 2015
quinta-feira, abril 16, 2015
Wright's Perfect Bomb
Estamos no segundo dia e segunda fase do Drug Aware Margaret River Pro. Por enquanto o que vimos foram poucas ondas realmente boas, com notas altas, mas vimos muitas vacas, algumas sinistras, surfistas de alto nível sem conseguir nem fazer notas medianas. No entanto, alguns conseguiram se destacar, seja pelo experiência ou pelo conhecimento naquela onda completamente imprevisível. Entre os brasileiros, apenas o Adriano deu show, mas continuam classificados o Italo Ferreira, o Jadson André e o Miguel Pupo, que foi o único a passar direto para o terceiro round. Entre os estrangeiros, destaque para o John John, o Kelly, Mick, Joel e Owen Wright, que fez até agora a maior pontuação e a única nota 10 do evento.
sábado, abril 11, 2015
Margaret River Pro 2015
Fiz recentemente uma forte crítica à WSL(mais uma na verdade - porque já fiz várias) sobre a final de Bells. Sou surfista há mais de 30 anos. Quando comecei, a organização do surf mundial era responsabilidade da IPS(International Professional Surfers), que durou de '76 a '82. Logo passou para as mãos da ASP(Association of Surfing Professional), que entre muitos erros e acertos levou o surf para o patamar atual. Esse ano o circuito mundial é comandado pela "World Surf League". No fundo, mudou quase nada, em todos os sentidos.
Mas meu propósito aqui é dar mais uma "alfinetada" no dedo do pé dessa organização(só pra ver se ela reage) e para tecer-lhes um elogio. Estava lembrando do último Pipe Masters, etapa decisiva do circuito do ano passado. Havia um movimento entre os havaianos revoltados por não terem a oportunidade de participar do evento, pois é preciso ser ranqueado para tal e eles, os verdadeiros locais do pico, ficam sempre de fora, como meros espectadores. A WSL então, evitando um conflito, criou uma triagem só para eles, com 32 locais de onde só dois seriam encaixados no evento principal. Foi até uma boa alternativa, mas aí cometeram um crime. O Pipe Masters, patrocinado pela Billabong, é sempre em homenagem ao Andy Irons, havaiano tri-campeão mundial, maior rival de Kelly Slater até hoje, que também era patrocinado pela mesma empresa. Então, na escolha dos 32 locais, "esqueceram" do Bruce Irons, irmão do Andy, excelente surfista que dá show de surf quando o mar tá grande e inclusive já fez parte da elite da ASP e é um dos melhores surfistas do Hawaii. Isso foi inconcebível, imperdoável! Mas ninguém da WSL se manifestou a respeito do critério da escolha. Isso é obscuro, para não usar outro termo.
O campeonato aconteceu de forma tranquila, foram muitas as emoções, afinal o título mundial estava sendo disputado por três surfistas, um brasileiro, um australiano e um americano. Mas um cara que ninguém esperava começou a "bagunçar" a festa, a fazer história. Esse cara chama-se Alejo Muniz. Como ele não tinha tido um bom ano no circuito, precisava chegar às finais para manter-se na elite em 2015. É lógico que ele estava ali para o tudo ou nada, mas Deus ou o diabo resolveram lhe testar e complicar sua vida. Passadas as primeiras fases, Alejo iria encarar Kelly Slater, um dos pretendentes ao título mundial que para ser campeão precisava da vitória. Alejo o ignorou e o despachou. eliminando assim um dos candidatos. Com isso, sobraram o Gabriel Medina e o Mick Fanning na disputa pelo grande troféu. Aconteceu que na fase seguinte, Deus ou o diabo novamente forçaram a barra e colocaram o Alejo contra o Mick Fanning. Coitado do Alejo, pensou o mundo. Mas erraram, coitado do Mick Fanning, pensou o Alejo. O brasileiro pegou dois tubos impressionantes e Mick disse adeus a sua chance, incrédulo.
A praia foi à loucura, o mundo do surf foi à loucura, uma nova história estava sendo escrita. Gabriel Medina consagrava-se Campeão Mundial de Surf Profissional, título inédito para o Brasil.
Bom, mas contei essa historinha para concluir fazendo um elogio a nossa "querida" WSL. Na próxima semana começa a janela de espera para a terceira etapa do ano que acontece em Margaret River, também na Australia - país favorecido, único com três etapas. Margaret tem uma onda poderosa, onde geralmente se destacam aqueles que possuem um estilo de surf mais forte. Então, essa semana, a WSL convidou oficialmente o Alejo Muniz para a etapa, o "gladiador matador de candidatos a título mundial" que está fora da elite esse ano por não ter conseguido os pontos suficientes no ano passado terá uma grande oportunidade. Ele já competiu em anos anteriores naquele lugar e fez ótimas apresentações, seu surf se encaixa muito bem naquelas ondas. Acho que os caras quiseram redimir-se de alguns dos seus pecados...
A comunidade do surf brasileiro comemorou, Alejo deve estar "no céu". Hoje ele ocupa a 2ª posição no ranking classificatório e um bom resultado nessa etapa seria um passo gigantesco para seu retorno à elite em 2016. Parabéns a WSL por acertar uma e parabéns ao Alejo, pois seu lugar é na elite, de onde não merecia ter saído, na arena dos leões.
sexta-feira, abril 10, 2015
The Fisherman’s Son (Trailer)
Trailer do novo filme da Patagonia, estrelado por Ramón Navarro, chileno, big rider que já concorreu ao prêmio "Aventureiro do Ano" em 2013. Expressa muito bem a realidade das ondas e da situação do país e do seu povo. Lindas imagens e triste realidade.
quinta-feira, abril 09, 2015
Surfa Melhor Quem Mais Se Diverte
Já fazia três dias que ia à praia já sabendo que não tinha onda, as previsões mostravam isso, mas como sou persistente, vou dar minha conferida. Hoje, no entanto, fiz uma outra opção, ao invés de levar minha pranchinha merrequeira, levei o Stand Up, pelo menos aproveitaria para dar uma remada sem frustração.
Quando cheguei a Cinelândia, percebi logo que apesar de ainda pequeno, as condições estavam melhores que os dias anteriores, o mar estava mais liso, o período entre as séries maior e as ondas mais perfeitas. Até pensei em voltar para casa para deixar o SUP e levar minha pranchinha, mas desisti, queria curtir uma vibe diferente.
Tinha apenas quatro ou cinco pessoas na água. Entrei um pouco afastado para não incomodar e para não colocar em risco aquelas pessoas, pois já faz um tempo que não surfo de SUP e não me sentia seguro. Besteira, foi só começar a remar e já estava na base. Fiz primeiro uma remada para o outside e logo tive a grata companhia de dois golfinhos que nadaram ao meu lado. É lindo vê-los tão de perto, tão tranquilos no seu habitat.
Após alguns minutos, voltei para a arrebentação pensando em pegar umas ondinhas. Achei logo uma esquerda longa, lisinha e bem divertida. Voltei e logo peguei uma direita também muito gostosa. Surfar de SUP nessas condições é diversão garantida. Já tinha garantido meu dia.
Foi então que de longe avistei uma amigo, o Wanderlei, que havia me falado dias antes que estava fazendo uma "Mini Simon", modelo de prancha bem pequena(5' x 21,5) com quatro quilhas, ideal para aquelas condições de mar. Aproximei-me dele e pedi para experimentar sua prancha, pois nunca havia usado uma daquelas. Foi impressionante! Saí de uma prancha com o dobro do tamanho(9'6") e imediatamente peguei uma longa esquerda fazendo a onda com velocidade até a beira, um surf completamente diferente, pura diversão. Voltei para ele e pedi mais uma. Dai peguei uma direita e mandei um floater com muito estilo e velocidade. Pronto, estava amarradão!
Nesse momento, um conhecido que vejo sempre na água se aproximou para elogiar minha onda e ver a prancha, pois ele também usava um modelo semelhante, só que um pouquinho maior(5'5" x 20,5) e bi-quilha. Não perdi a oportunidade e pedi para testar a dele. Mais uma deliciosa experiencia. Apesar de um pouco diferente, a proposta era semelhante. Nada de performance, surf divertido, pra frente, usando a parede da onda com curvas bem abertas. Só peguei mais duas ondas e foi o suficiente para ganhar o dia.
Isso me fez lembrar o real espirito do surf: "O melhor surfista é aquele que mais se diverte". Como podemos diante de tantas possibilidades e escolhas tornar nossos dias melhores ou piores, fazermos o que já fazemos ou arriscar, tentar coisas novas, buscar alternativas a fim de quebrar a rotina. Muitas vezes ficamos cegos às oportunidades que estão à nossa frente e optamos pela segurança daquilo que já conhecemos, deixando assim de experimentar novas sensações. Foi um ótimo dia, obrigado àqueles que compartilharam disso comigo.
quarta-feira, abril 08, 2015
Rip Curl Pro Bells Beach 2015
Mais uma vez foi emocionante, apesar de revoltante e frustante acompanhar mais essa etapa do circuito mundial. A WSL mostra-se cada vez mais uma entidade política e injusta. Uma etapa super tradicional como essa, uma das mais importantes do tour, disputada na Austrália, patrocinada pela maior empresa do surf do mundo, a também australiana Rip Curl, com o seu atleta número um na final contra um brasileiro, o nosso guerreiro Adriano de Souza, que já venceu aqui em 2013. Numa bateria disputadíssima, de alto nível técnico, quando nos minutos finais o Adriano pega uma onda da série onde presisava de uma nota 7,78 para virar a bateria, dois juízes dão a nota 7,80, um dá 7,70 e o último dá 7,50, o que na média faz com que a nota final fique em 7,77, um centésimo mudou a história. Com isso, a bateria fica empatada em 15,27 e no desempate a vitória fica com o Mick Fanning por ter a melhor nota da bateria.
Parabéns aos dois que deram show! Mas não concordo com esse critério, já fiz vários comentários contra esse sistema que permite aos juízes saberem antes de soltarem suas notas quanto o surfista precisa para vencer ou perder a bateria, e isso dentro de uma escala de dois pontos onde ele pode dar a nota que quiser, na verdade eles dão " a vitória" a quem eles quiserem. Isso não é justiça!
Na minha opinião, o Adriano mereceu a vitória, fez manobras maiores, arriscou e variou mais. Seria seu segundo título nessa etapa, mas foi um excelente resultado e com isso ele se posiciona agora em terceiro no ranking, muito bom para começar bem o ano. Mick Fanning conseguiu igualar o record de Kelly Slater e Mark Richards com quatro títulos nesse evento, e passa a ser o líder do circuito, por enquanto.
Devemos também reconhecer e valorizar as excelentes atuações dos outros brasileiros, em especial os quintos lugares conquistados pelo Filipe Toledo e pelo Gabriel Medina, que passam a ocupar a segunda e a nova posição no ranking, respectivamente. Essa foi apenas a segunda etapa das onze para o ano, muitas águas vão rolar, e o que sempre esperamos é que os melhores vençam, independente da nacionalidade e dos patrocinadores. Mantemos a esperança e que o surf prevaleça.
A Arte do Rock
Título pomposo, pretensioso, mas com uma capa irresistível. Encontrei essa obra na Livraria Nobel, lacrado. Pedi ao vendedor outro exemplar para folheá-lo, mas era único. Solicitei então para abrí-lo e fiquei fascinado. O título original é "The Art of Classic Rock", lançado em 2011, por Paul Grush, baseado na coleção de Rob Roth.
O livro/enciclopédia, embora com esse título abrangente, foca apenas em oito bandas, as preferidas do colecionador.
Rob Roth é diretor de teatro da Broadway e apaixonado por música e pela arte em geral. Sua obsessão começou pela música dessas bandas e tudo que estivesse atrelado a elas: material promocional, anúncios, capas, cartazes, adesivos, ingressos, chaveiros, bottons, e até mobiles e displays expostos nas lojas pelas gravadoras. Sua coleção chega a mais de três mil itens, e continua crescendo.
Realmente os últimos anos da década de '60 e os anos '70 foram o período mais fértil da música e da arte ligada à ela. O Rock dominava completamente esse período. Claro que em todas as épocas se produziu coisas boas, acho até que estamos colhendo nesses últimos anos uma safra espetacular com diversas bandas fazendo referências explícitas àquelas daquele período de outrora.
Voltando ao livro, o trabalho desse cara realmente encanta. São centenas de imagens raras, em sua grande maioria inéditas, todas com os devidos créditos e textos muito bem escritos que contam a história de cada peça alimentando a curiosidade sobre a arte, muitas delas fazendo referência a determinadas músicas em especial ou a capas de álbuns clássicos.
Contudo, abro um parágrafo para fazer uma crítica(é preciso ser muito crítico - todo crítico é um chato - para encontrar defeito em algo tão bonito). O universo da música é gigantesco e seria impossível abrangê-lo totalmente, entendo, mas o Rob Roth, o colecionador em questão, tinha suas preferências, como qualquer outro, então o fato de ele selecionar para a obra apenas as artes das suas queridas oito bandas deixou uma lacuna gigantesca e cometeu uma injustiça enorme com tantos outros ícones da música que ficaram de fora. Tenho certeza que assim como eu, todo apaixonado pelas músicas e bandas daquele período que adquiriu essa enciclopédia sentiu falta de outras bandas tão ou mais importantes do que algumas aqui expostas.
Como disse, o período foi muito fértil(as drogas usadas na época deveriam ter mais qualidade do que as atuais...) e para conseguir abranger todas as mais importantes e relevantes bandas a obra precisaria de vários volumes, o que inviabilizaria sua comercialização.
Todavia, o fato da restrição não prejudica em nada o valor desse trabalho luxuoso de mais de 40 anos, realizado com bastante esmero. Uma peça histórica que imortaliza belíssimas imagens as quais sem a boa vontade e obsessão dessas pessoas nunca chegariam a nós, simples mortais. Valeu cada real.
Mia Couto
Mia Couto é moçambicano. Foi professor e jornalista, hoje é um biólogo, escritor e poeta. Estava lendo recentemente alguns dos seus textos e copiei alguns que chamaram minha atenção.
"Fazer amor, sim e sempre. Dormir com mulher, isso é que nunca.
Dormir com alguém é uma intimidade maior.
Não é fazer amor.
Dormir, isso é que é íntimo.
Um homem dorme nos braços de mulher e a sua alma se transfere de vez.
Nunca mais ele encontra suas interioridades.
Nunca dormi com mulher, é verdade.
Mas dormi em mulher.
E isso pouco homem fez..."
"Encheram a terra de fronteiras, carregaram o céu de bandeiras.
Mas só há duas nações - a dos vivos e a dos mortos".
"Vantagem de podre é saber esperar.
Esperar sem dor.
Porque é espera sem esperança"
"Não passe a mão pelas fotos que se estragam.
Elas são o contrário de nós;
apagam-se quando recebem carícias"
"Para que as luzes do outro sejam percebidas por mim devo por bem apagar as minhas,no sentido de me tornar disponível para o outro"
"Cada um descobre seu anjo tendo um caso com o demônio"
terça-feira, abril 07, 2015
Rip Curl Pro Bells Beach - Quartas de Final Definidas
Ontem, dia 06/04, mesmo com as condições difíceis do mar de Bells, com muito vento, foram disputadas as baterias dos rounds 4 e 5, tanto do feminino quanto do masculino. Com isso estão definidos os nomes que irão para as quartas de final. Três brasileiros continuam na disputa: Adriano de Souza, Gabriel Medina e Filipe Toledo. A nossa Silvana Lima perdeu no round 4, apesar de ter surpreendido a todos com seu surf, mais uma vez.
quinta-feira, abril 02, 2015
Bells Beach Por Um Drone
Imagens incríveis capturadas por um drone mostram muita ação e beleza nas ondas e na região de Bells Beach, local onde acontece a segunda etapa do Tour.
Kelly Slater Anuncia Aposentadoria
Ontem foi o dia da mentira, muita gente gosta dessa brincadeira para pregar peças nos outros, e tudo que se fala gera dúvidas, será verdade ou será mentira?
O fenômeno e maior surfista de todos os tempos, Kelly Slater, fez uma declaração polêmica e deixou todo o mundo curioso. Palavras dele:
"Grandes decisões na vida não são fáceis e me levou muito tempo para refletir e chegar a essa conclusão. O Rip Curl Bells foi meu primeiro evento no Tour e caminha para ser meu último na WSL. Há muitas pessoas a agradecer e memórias a relembrar, mas espero que eu possa tirar o coelho da cartola e vencer um último evento esta semana. Minha prancha está ótima e estou animado como nunca para surfar e aproveitar. Espero ver todo mundo em Bells Beach esta semana. Não é a melhor previsão, mas estou voltando às minhas raízes da Flórida!
Desde quando Kelly conquistou seu 10º título que se fala na sua aposentadoria, mas ele sempre brinca com a idéia e surpreende a todos surfando como nunca e ganhando campeonatos. Mas a idade deve estar pesando, ninguém chegou nem perto do que esse cara já fez e já conquistou, e para ele se manter na elite, no ritmo do circuito, manter-se estimulado depois de mais de vinte anos, não é nada fácil.
Eu não sei, sinceramente acho que pode ser verdade, uma hora isso vai ter que acontecer, e se ele vencer a etapa seria um ótimo momento. Ontem, assistindo as primeiras baterias do primeiro round, considerei, e inclusive comentei hoje com uns amigos, que Kelly foi o melhor do dia. Bom, só nos resta torcer para que ele vença essa etapa e, se for verdadeira sua declaração, que ele consiga alcançar mais esse objetivo e termine sua carreira como herói.
terça-feira, março 31, 2015
Rip Curl Pro Bells Beach 2015
Começou a segunda etapa do circuito mundial de surf 2015. A disputa, como sempre, acontece nas incríveis ondas de Bells Beach, no estado de Victoria, Australia. A janela de espera vai de 01 a 12 de abril, mas a comissão organizadora decidiu, mesmo com um swell pequeno, colocar algumas baterias do primeiro round logo na água, haja vista a previsão para que o mar baixe mais por alguns dias, então o melhor seria adiantar algumas fazes.
O campeonato acaba de ser interrompido pelas condições desfavoráveis com a maré cheia e por enquanto só rolaram sete baterias. O único brasileiro que passou direto para a terceira fase foi Gabriel Medina. Wiggoly Dantas, Adriano de Souza e Italo Ferreira perderam suas baterias e terão uma segunda chance na repescagem. Miguel Pupo, Filipe Toledo e Jadson André aguardam a nova chamada.
Saudade Eternamente
A morte de Ricardinho ainda está muito recente e sempre me vem lembranças dele, do seu surf lindo. Amanhã começa mais uma etapa do mundial e talvez Ricardinho pudesse participar, mas não, não foi assim que o destino quis. Deixou saudade. Uma mensagem que reflete muito bem o momento:
"Por pior que seja a saudade, os bons e intensos momentos serão aqueles que durarão para sempre,
fazendo com que cada hora de sua vida seja lembrada eternamente"
segunda-feira, março 30, 2015
Homem do Mar
"Meu bem, quando eu estou com você, sou só seu...Quando estou com a minha mulher, sou só dela. Mas quando estou no mar não sou de ninguém..."
Essas são palavras de um pescador, um jangadeiro lá de Recife que li em um livro. Chamou minha atenção pela verdade, sinceridade e coragem desse homem simples, comum, mas que refletem a realidade de um "homem do mar". O pescador é um homem do mar; o jangadeiro; o marinheiro; o surfista também é um homem do mar, e eu sou um surfista.
Quando as li, a princípio pensei que ele estava falando com "a" mulher, mas não estava, estava falando com seu bem, alguém de quem ele gostava e a quem ele se entregava apenas nos momentos nos quais se encontravam. Então as li novamente e percebi, aliás, estava claro que ele tem a sua mulher, esposa, companheira, para quem quando ele volta chama de "minha", a "oficial", a quem ele também se entrega e a quem ele pertence, mas também apenas quando ele volta.
O pescador é um homem do mar, é do mar que ele sobrevive, é no mar onde ele passa a maior parte do tempo, é com quem ele se entende, são cúmplices.
Já li algumas histórias de surfistas assim. até assisti a pouco tempo um documentário sobre surfistas dinamarqueses, sim, daquele gélido país ao norte da Europa. Homens e mulheres totalmente ligados ao mar; eles não são de ninguém, não constituem famílias, sua paixão pelo mar, pelas ondas, não os permitiu vínculo com alguém.
Pessoas assim, pescadores, jangadeiros, surfistas, têm desejos, têm paixões, têm amores, mas têm algo inexplicável mais forte que tudo, algo incontrolável, inconsequente, que faz com que eles larguem tudo em busca daquilo que os completa, da imensidão e mistério do oceano e da energia e beleza das ondas.
Sou um surfista, sou um homem do mar. Quando estou com as pessoas que amo, sou só delas; mas quando estou no mar sou de ninguém...
domingo, março 29, 2015
Seasick Steve - Summertime Boy
Wooohoo!!! I'm Summertime Boy...O Monstro da guitarra Seasick Steve é também um "Summertime Boy"...Cacete!! Sempre fui fan desse cara pelo seu som, pela sua postura e atitude, pelo seu estilo, pelo fato de fazer suas próprias guitarras e agora, vendo o vídeo de lançamento do seu novo disco, fico sabendo que ele também gosta e sabe pegar onda, isso é o máximo!
O ano de 2015 está vindo com tudo, aliás, os últimos anos tem acontecido uma revolução na música, no Rock 'n Roll em particular. Altas bandas surgindo, algumas mais antigas gravando discos muito melhores que os de anos anteriores e algumas voltando depois de muito tempo afastadas.
Seasick começou a lançar discos em 2004, bem tarde para um cara na idade dele(hoje com 65 anos). Este é seu oitavo álbum, e todos são ótimos! Alguns o consideram country, eu o considero um "F***ing Rocker Man" do C***lho!! Suas apresentações são arrepiantes, ele sempre interage com o público de forma muito intima e é um conquistador, seu velho rabugento safado...
A história de vida do cara é impressionante. Um moleque que saiu de casa aos 14 anos e passou boa parte da vida viajando tem muito para contar...Já tocou com ícones como John Lee Hooker, Jack Write e John Paul Jones, isso não é para qualquer um...
A história de vida do cara é impressionante. Um moleque que saiu de casa aos 14 anos e passou boa parte da vida viajando tem muito para contar...Já tocou com ícones como John Lee Hooker, Jack Write e John Paul Jones, isso não é para qualquer um...
Ah! Eu não vou falar mais nada, eu quero agora é ouvir e tocar a minha guitarra(imaginária) ao som de "Sonic Soul Surfer"...
sábado, março 28, 2015
Lua - Minha Dálmata
- Bom dia! Eu tive uma dálmata...
- Eles são bem simpáticos não?
- São, mas a minha era também muito brava!
- Sério?...
Tive esse pequeno diálogo com um criador que passeava com seu dálmata pelos lagos da orla logo cedo quando fazia minha "trilha" para o surf matinal e isso me trouxe algumas lembranças...
Seu cão era grande e forte, não me pareceu muito simpático. Minha Lua era mais extrovertida, espalhafatosa, sorridente e, quando queria ser, muito brava. Demos esse nome por causa da lua negra que tinha no olho.
Morávamos numa casa com bastante espaço gramado, sem muros, apenas com cerca de arames que a impediam de sair, embora não impedisse que outros animais menos inteligentes pudessem entrar. Estou falando de galinhas, um dos animais menos dotados de inteligência do mundo(já viu como se comportam nas pistas? Elas correm sempre para o lado oposto...).
Tinha um senhor que morava em frente que adorava galinhas, tinha dezenas delas e as criava soltas, mas minha Lua não gostava delas, ficava alucinada quando as tais se aproximavam da cerca e as caçava ferozmente quando as idiotas entravam no nosso território. Era implacável! Não escapava uma(contabilizamos 23, se não me engano). O problema era quando por algum vacilo nosso, deixávamos o portão aberto e a caça era na rua...era uma loucura! Fiquei apavorado quando certo dia ela cismou com um cavalo, pensei que o bicho iria matá-la com seus coices, mas ela era rápida demais para ser atingida...que loucura!
Lua também adorava praia. Quase todos os dias íamos dar uma volta e ela se lambuzava na areia e no mar, corria como louca e fazia buracos que pareciam túneis.
Como ela passava várias horas do dia sozinha enquanto trabalhávamos, quando chegávamos ela enlouquecia, corria como se estivesse fugindo de um monstro e pulava em cima da gente como se quisesse nos derrubar, não tinha jeito, era sua forma de demonstrar carinho.
Mas um dia precisamos nos mudar, e fomos morar em um pequeno apartamento. Foi uma decisão muito difícil, mas não tínhamos como levá-la conosco. Então, fiquei sabendo de um senhor que morava no interior que gostava de cães e se interessou por ficar com ela. Tinha a certeza que seria o melhor a fazer, doá-la. E assim o fiz.
Passado um tempo, um ano eu acho, fui visitá-la, e tamanha foi minha tristeza quando a vi. Nem parecia a mesma. Estava magra, triste, aparentemente maltratada. Fiquei tão emocionado que nem me aproximei muito, pois talvez não suportasse a emoção. Mas eu não podia fazer nada, e saí dali totalmente arrependido do que fiz. Foi uma escolha errada, mas não podia desfazê-la.
Isso já faz muitos anos, e tenho certeza que hoje ela está bem melhor, correndo e sorrindo no céu dos cachorros...
sexta-feira, março 27, 2015
Van Morrison - Duets Re-Working the Catalogue
O velho e maravilhoso Van Morrison está de volta. Ah! Como sou fan dese cara e da sua imensa discografia. Ele é uma lenda viva da música e acaba de lançar esse lindo disco repleto de participações especiais. O cara mergulhou fundo nos seus arquivos e resgatou canções de toda sua longa carreira, convidou ícones da música e artistas nem tão conhecidos assim mas com enorme talento para dar nova roupagem a algumas de suas músicas preferidas.
Não é um disco de inéditas como sempre espero que o querido Van lance, mas é uma delícia ouvir de novo seus clássicos com novas vozes.
Um disco para qualquer momento, especialmente para aqueles em que queira estar ao lado de alguém.
quinta-feira, março 26, 2015
Blackberry Smoke Live in North Carolina
Show completo da "Blackberry Smoke", uma das bandas mais legais da atualidade quando se fala de Southern Rock. Cria dos Lynyrd Skynyrd e dos Allman Brothers, junto com os The Black Crowes, mantém o estilo em alta.
2015 Billabong Ride of the Year Nominees Group Clip - WSL Big Wave Awards
A Billabong anunciou os cinco concorrentes ao prêmio "Onda do Ano". O fenômeno Shane Dorian, todos os anos sempre presente, disputa com duas ondas. A novidade é a presença de um skinboard, o maluco Brad Domke com uma "bomba" em Puerto Escondido.
É realmente difícil votar em uma das cinco. A onda mais bonita, na minha opinião, é a de Dean Morrison, em "The Right - Australia", mas eu daria o prêmio ao peruano Gabriel Villaran por ter sido, analisando o conjunto, a mais difícil de ser completada, pelo tamanho, pelo drop na remada e pelo tubo gigantesco.
terça-feira, março 24, 2015
Minas Gerais
Nunca fui a Minas Gerais, nem de passagem. Já fui a vários lugares, a quase todos os estados da nossa imensa costa litorânea. Sempre faço meus roteiros para onde tem mar, sempre viajo em busca das ondas, mas Minas Gerais não tem mar, por isso nunca esteve nos meus planos conhecê-la.
Lendo um poema de autoria desconhecida, mudei minha opinião.
"O mar de Minas não é no mar.
O mar de Minas é no céu.
Prô mundo olhar pra cima e navegar,
Sem nunca ter um porto pra chegar".
Desde muito pequeno, acho que desde meu primeiro mergulho no mar, o sal me contaminou e tornei-me dependente desse elemento. No entanto, tenho outra necessidade, um fascínio, por florestas e montanhas. Elas me encantam com seus mistérios, e sei que em Minas há muitas delas, florestas, montanhas e mistérios.
Um dia irei a Minas...
Fome de Que?
Conhecimento? Prazer? Alegria? Beleza? Amor? Esses são elementos(alimentos) que saciam a fome da alma. Conhecimento é infinito, está em tudo, mas é preciso buscá-lo; Prazer é intenso, contudo é passageiro, momentâneo e necessita de algo desejado, e é saciável, ninguém busca prazer o tempo todo; Alegria é insaciável, é a eterna busca, faz a vida fazer sentido, nunca se cansa da alegria, não enjoa, pena que ainda não a controlamos a fim de torná-la constante, permanente. Alegres vemos o mundo de outra forma, vemos Beleza em quase tudo, abre-se para o amor...Isso nos torna mais leves, nos aproxima dos anjos, a alma torna-se leve, flutua, nos traz tranquilidade, esperança...
"A Alegria evita mil males e prolonga a vida"(William Shakespeare).
Sinto mais fome de Alegria...
sábado, março 21, 2015
Bryan John Appleby - Honey Jars
Os filmes de surf sempre foram uma inspiração para melhorar a performance na água, para dar aquela instigação extra. Contudo, muitas vezes essa instigação vem das trilhas sonoras. Inúmeras foram as bandas que descobri assistindo os filmes e hoje sou fan de muitas dessas.
Ontem, "descobri" essa música em um filme e chamou minha atenção, "Honey Jars", cantada por Bryan John Appleby. Nunca tinha sequer ouvido falar desse cara. O som é lindo, muito inspirado!
Para quem se interessar, vou deixar aqui embaixo um link para uma performance inteira ao vivo na radio KEXP.
https://www.youtube.com/watch?v=QC2LiEb-Yck
quinta-feira, março 12, 2015
Santana - While My Guitar Gently Weeps
Santana dispensa comentários. India.Arie é uma senhora de 40 anos pouco conhecida mas que já levou três Grammys Awards. A música interpretada por essas duas estrelas não poderia ser melhor, um clássico de George Harrison que fez muito sucesso com os Beatles e que nessa versão ganhou sensualidade latina e profundidade na doce voz dessa musa americana.
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