sábado, junho 25, 2016
segunda-feira, junho 20, 2016
Rival Sons Live in Paris 2016
Em 2005, a banda Wolfmother nos brindou com o melhor disco de Hard Rock da década, foi um estrondo! Afinal, tínhamos boas bandas surgindo, mas aqueles australianos soltaram a "bomba atômica". Muita coisa boa veio a seguir, a própria banda lançou mais um disco, separou-se, reagruparam-se e lançaram outro, mas nada chegava perto daquele petardo.
Até que, em 2009, surge a Rival Sons(já bastante comentada aqui neste blog). Mas foi dois anos depois, com "Pressure and Time" que vimos e ouvimos outro estrondo semelhante àquele de 2005. Desde então, a Rival Sons ocupou o posto de melhor banda de Hard Rock dos últimos anos. Falo isso com toda segurança, até mesmo porque não é só o primeiro disco que é excelente, mas o seguinte, "Head Down", de 2012, "Great Western Valkyrie", de 2014, e esse mais recente, "Hollow Bones".
Convido-os a brindar e assistir a um show espetacular, do puro sangue do rock 'n' roll, vida longa a Rival Sons!!
Convido-os a brindar e assistir a um show espetacular, do puro sangue do rock 'n' roll, vida longa a Rival Sons!!
Creepy Fingers
Esse filme é das antigas, mas é muito irado. Tenho em DVD faz muito tempo, e só agora o vi na internet, então não poderia deixar passar sem postá-lo aqui no blog.
sábado, junho 18, 2016
Cloudbreak
Fiji é o paraíso na terra. Ondas mais que perfeitas, água quente e transparente, povo amigável e excelentes acomodações, só precisa ter dinheiro. O Fiji Pro 2016 foi mais uma vez alucinante, show de ondas e de surf, e ainda teve vitória brasileira.
Has God Seen My Shadow?
Mark Lanegan, grande vocalista e compositor americano, ex-Screaming Trees, colaborador de Kurt Cobain, Queens of the Stone Age, membro da banda Mad Season, parceiro de Isobel Campbell, e com extensa carreira solo, é um cara sombrio e inquieto. Desde seu primeiro álbum solo, em 1990, são mais de vinte discos.
Em 2014, sua gravadora fez esse belíssimo apanhado com 32 músicas de todas as fases do artista e acaba de lançar em uma caixa com três Lps e um livro com 20 páginas com fotos e letras. Para quem não tem os discos originais é uma ótima oportunidade de adquirir parte considerada da discografia dessa lenda viva do rock e ainda levar algumas faixas inéditas com participação de convidados como Josh Homme, PJ Harvey e J Mascis. Imperdível!
sexta-feira, junho 17, 2016
Shawn James
Discaço do Shawn James lançado hoje, "On The Shouders of Giants". Nada mais atual e providencial para abrir essa nova fase do blog.
O cara é um músico do Arkansas que faz um blues inspirado no Son House, cru e profundo.
Tem uma ampla discografia e esse disco não foge a regra, apesar de estar mais inspirado, melhor arranjado e mais homogêneo que os anteriores. Gostei muito, discaço.
http://shawnjamessoul.bandcamp.com/album/on-the-shoulders-of-giants
sexta-feira, junho 10, 2016
The Ocean
Estava terminando o ano de 2009 quando um amigo me pediu para escrever uma texto explicando como os juízes de surf avaliam uma onda, sobre os critérios adotados à época, pois queria publicá-lo em seu site. Foi daí que me veio a ideia de começar esse blog, um espaço no qual eu pudesse escrever à vontade, divulgar e compartilhar músicas e vídeos, resenhar discos, expor minhas opiniões acerca de todo e qualquer assunto que me interessasse. Foi então que em 3 de janeiro de 2010 tudo começou. Nunca visei qualquer retorno, nunca tive interesse financeiro, também nunca tive obrigações. Seria e ainda é um espaço livre, descompromissado e pessoal.
Como meus interesses estão ligados principalmente à música e ao surf, busquei um nome que refletisse essa ligação, para que atendesse o objetivo de quem procurasse por esse temas, os quais tenho propriedade para escrever e discutir. Então ele nasceu como "Surf Rock Forever". Seria minha fórmula mágica para eternizar os temas.
Contudo, como uma relação natural da vida, houve o crescimento, o amadurecimento, e veio uma vontade de mudanças, sentia necessidade de expandir-me, quebrar algumas barreiras, ir além. Durante os seis primeiros anos de vida, diga-se que para um blog é bastante tempo, ele se manteve com a mesma aparência, mas nos últimos meses o que era vontade passou a ser necessidade, não me conformava mais com a mesma imagem, com a mesma apresentação, porém não queria perder a identidade, o foco permaneceria, a proposta também, a mudança seria apenas na apresentação.
Todavia, o que parecia ser simples, tornou-se um dilema. Depois de uma vida, mudar de nome não é fácil, tampouco mudar de cara. E os quase 15.000 acessos, será que essas pessoas que por qualquer razão um dia me visitaram me reconheceriam? Bom, pensei nelas, não nego, mas apeguei-me ao meu princípio, que sempre foi manter-me fiel às minhas vontades e convicções.
Assim como o primeiro, o novo teria que identificar o surf e a música. Foi então que cheguei ao nome, "The Ocean". O que é mais abrangente que o oceano? Dele veio a vida. Meu estilo de vida está ligado ao oceano, ele me representa. Se alguém pensa em surf, pensa no oceano...e continuei a reflexão....
E a música? A relação é direta. Todos que já leram esse blog já perceberam minha paixão pelo Led Zeppelin, basta uma simples visita e verão várias associações à banda. A ligação veio do disco "Houses of the Holy", que tem uma das capas mais lindas de toda a história da música. Além de ser um disco fantástico, é nele que está gravada a música "The Ocean".
Pronto. Estava assim decidido o novo nome e a nova apresentação visual para meu "caderno de rascunhos" chamado blog. Sejam todos bem-vindos!!
quinta-feira, junho 09, 2016
Musas do Led
Existem milhões de covers do Led Zeppelin, já ví centenas de bandas que transformam clássicos em lixo, já ví algumas prepotentes, que menosprezo pela pretensão em se aproximarem dos deuses, no entanto, existem duas que são interessantes, chamam-se Zapparela e Lez Zeppelin.
Ambas não se aproximam tecnicamente da original, tampouco são criativas, pois limitam-se a tentar copiar os mestres. Tenho uns discos das duas, mas não escuto com frequência, até mesmo porque não faz sentido, já que posso escutar os originais que são infinitamente melhores, mas adoro vê-las em vídeos ao vivo, são bonitas, sexys, divertidas, demonstram muita atitude, e convenhamos, não tem nada mais excitante que mulheres bonitas e sensuais tocando rock 'n' roll(externando meu lado machista).
quarta-feira, junho 08, 2016
segunda-feira, junho 06, 2016
Sign Language
Que coincidência do cacete!! Estava agora ouvindo no meu ITunes a minha pasta de preferidas do Eric Clapton e começou a tocar "Sign Language", uma música que adoro e já ouvi trilhões de vezes, mas me deu um branco quanto ao disco em que ela está, e como estava com a página da "bíblia" AllMusic aberta, fiz a consulta nela mesma, foi quando a busca trouxe a música, o disco do Clapton, e o autor da mesma, Bob Dylan, que foi para mim uma total surpresa mesmo já a conhecendo há anos, mas nunca havia pesquisado sua autoria, e faz apenas dois dias da minha última postagem que foi justamente sobre Eric Clapton e Bob Dylan. Uau!! Bingo!!
sábado, junho 04, 2016
Eric Clapton x Bob Dylan
Essa é uma postagem de tipo inédito neste blog. Nunca fiz, não por qualquer motivo senão por nunca ter pensado nisso. Não acho, inclusive, que seja algo legal a se fazer, mas nesse momento talvez o seja. Comparar dois artistas que têm inúmeras semelhanças não é algo absurdo, muito embora, em se tratando de dois dos maiores, melhores, mais importantes, mais respeitados e mais reconhecidos artistas do mundo seja uma ousadia da minha parte, por isso, não vou compará-los, vou me ater aos seus dois mais recentes lançamentos estimulado por um simples comentário. É tão pouco, algo tão insignificante, para tão muito, algo tão relevante.
Ambos têm quase a mesma idade e começaram a gravar quase no mesmo ano, Dylan em 62 e Clapton em 63, porém, divergem totalmente no que diz respeito às suas carreiras, pois enquanto Clapton tocava em bandas(Yardbirds, John Mayall & Bluesbreakers, Cream, Blind Faith, Delaney & Bonnie), Dylan já partiu para carreira solo. Clapton aparece em mais de 70 discos, Dylan tem uns 40, é uma diferença a se considerar.
Feitas essas considerações, vamos aos atuais trabalhos. Para começar, vou citar o que ouvi de um crítico e que me estimulou a esta postagem, ele disse: "É triste ver dois artistas do calibre de Eric Clapton e Bob Dylan chegarem ao final de carreira gravando discos ridículos só para atender aos seus contratos com as gravadoras". Quando li isso, já tinha escutado parte do novo disco de Dylan, e não tinha gostado do que ouvi. Sei que muitas vezes acontece realmente o que o cidadão falou com relação aos contratos, muitos artistas já não têm mais inspiração, nem disposição para produzir, estão esgotados, mas mesmo assim precisam honrar o compromisso e fazem coisas descartáveis, às vezes até ridículas.
Como sempre admirei muito esses dois, o comentário atiçou minha curiosidade e voltei a escutar "Fallen Angels", o disco de Dylan, e corri atrás do novo álbum de Clapton, "I Still Do". Precisava tirar minhas conclusões. Confesso que não me agradei com o "Fallen Angels", por duas vezes tentei, mas não me convenceu ser um trabalho à altura do grande Bob Dylan, ao contrário, fiquei muito surpreso ao escutar "I Still Do", pois já tinha um pré-conceito, mas foi logo afastado com a primeira música do álbum, "Alabama Woman Blues", uma música fantástica, um blues clássico como Clapton sempre fez. Com "Can't Let You Do It", a segunda, abri um sorriso, lembrou-me na hora as maravilhosas parcerias de Clapton e J.J. Cale. Na sequência, "I Will Be There", uma linda balada, como tantas que Clapton já fez. Poderia discorrer sobre todo o álbum, faixa a faixa, mas é desnecessário e ficaria cansativo.
Assim, deixo aqui minha impressão sobre esses dois discos bem distintos desses dois ilustres senhores. Quanto a Bob Dylan, não sei o porquê desse disco fraco, cansativo, descartável dentre tantas obras que ele já produziu. Mas quanto ao Eric Clapton, desconsiderei totalmente o comentário inadequado, pois este seu último trabalho é simplesmente excelente, à altura de toda sua gigantesca discografia, magnífica e impecável carreira. Espero que Dylan se retrate e lance pelo menos mais um disco antes do fim para que sua imagem não fique manchada. Clapton pode pendurar suas lindas guitarras, já fez muito pela música.
segunda-feira, maio 30, 2016
domingo, maio 29, 2016
Classic Rock Brazil Store #3
Esse veio recheado, e para chegar até aqui sofreu e nos fez sofrer...quanta aflição!! Três meses de negociação até fecharmos o pacote com 23 albuns. Um mês entre Miami e Aracaju, voos, Correios, apreensão, Receita Estadual, casa...ufa!! Chegou.
De 23, chegaram 20, mais um susto, logo esclarecido com o vendedor, que esqueceu de incluir três títulos. Mas isso é o mínimo, virão no próximo envio.
Mais uma salada de estilos, dos anos 60 aos 80, sempre com maior foco nos 70. Blues, Hard Rock, Folk, Country Rock, Progressivo, aqui tem para todos os gostos, para quem tem fino gosto.
Começamos com "Moving Pictures", do Rush, um clássico da banda, considerado por muitos o melhor deles, embora na minha opinião seja o terceiro melhor, atrás do Rush e do 2112.
Seguimos com outro clássico, porém mudando radicalmente de estilo. The Allman Brothers é uma banda do sul dos EUA e uma das expoentes do Southern Rock. "Brothers and Sisters" é o quinto disco deles e o último da primeira e melhor fase da banda. Essa edição é original e a capa é linda, dupla, com uma foto interna gigante de toda a família e músicos envolvidos no trabalho.
Paul Kantner era até então desconhecido para mim. Nesse álbum, "Blows Against the Empire" ele recrutou membros da Jefferson Starship, além de David Crosby, Grahan Nash e muitos outros grandes músicos para gravarem esse ótimo disco. Um disco de blues com aquela pegada psicodélica do final dos anos 60, resquícios da sua antiga banda. A arte interior da capa também é linda.
Dois discos dos Rolling Stones ainda dos anos 60, "December's Children", de 1965, o último da fase onde metade das músicas eram singles britânicos do início da década, e "Flowers", de 1967, com as lindas Lady Jane e Ruby Tuesday; ambos em edições originais, relíquias.
Dois discos do Creedence também em edições raras, "Green River", de 1969, um disco que adoro, que tem a tradicional pegada country rock da banda, nenhum clássico, mas músicas que me amarro, como a faixa título, "Tombstone Shadow", a balada "Wrote a Song for Everyone", e "Lodi". E "Mardi Grass", o último deles, já como trio, após a saída de Tom Fogerty.
Agora vem uma obscuridade, Colwell-Winfield Blues Band. Acho que faz uns 5 anos que conheci esse disco, "Cold Wind Blues". Baixei na internet por sugestão de um amigo blogueiro que é um verdadeiro garimpeiro. Alguns membros tocaram com Van Morrison antes de formarem essa banda que só tem esse disco de 1968, uma raridade absoluta. É puro blues, americano, embora pareça mais com o estilo inglês, excelente!
Depois desse, pedi dois discos de uma das bandas que mais curto, Lynyrd Skynyrd, outra do Alabama, maior rival, no bom sentido, do Allman Brothers. Mas um dos discos foi esquecido pelo vendedor e só virá no próximo envio. Veio o "Street Survivors", quinto e último com a formação original antes do terrível acidente que esfacelou a banda. Excelente disco, assim como todos os anteriores. A foto no interior da capa dupla merece destaque.
"Too Old to Rock 'n' Roll, Too Young to Die!" é um LP do Jethro Tull de 1976 que já tive na minha primeira coleção, ainda nos anos 80. Apesar de não ser um dos meus preferidos da banda, é também bom. Essa é uma edição original e rara, outra que pensava que nunca mais conseguiria igual, um achado e tanto.
Há muito venho tentando conseguir os discos de Van Morrison, mas são ultra difíceis e caros. principalmente os primeiros, que são os melhores da sua extensa carreira. Tenho alguns cds dele, e alguns dos que mais curto são justamente esses dois que consegui comprar agora, "Astral Weeks" e "Moondance", de 1968 e 1970. Difícil dizer qual é o melhor, mas acho que tenho uma queda pelo Moondance, são tantas músicas lindas, "Crazy Love", "Into the Mystic", "These Dreams of You", "Brand New Day", o cara estava inspirado e apaixonado, o que é comprovado na belíssima capa. Estes dois discos são especias em qualquer coleção. Agora vou em busca dos demais...
Paul Kossoff foi um grande guitarrista do final dos anos 60 e início dos 70, gravou excelentes discos com a banda Free, da qual sou fan, mas antes já havia chamado minha atenção com o Black Cat Bones. Com o fim do Free, juntou-se a outros músicos para um projeto e depois gravou esse disco chamado "Back Street Crawler", onde desfila sua capacidade extraordinária como guitarrista, embora já altamente debilitado pelas drogas, o que logo depois viria a lhe tirar a vida tão precocemente.
Tenho uma admiração por esses quatro artistas, David Crosby, Stephen Stills, Grahan Nash e, especialmente, Neil Young. Todos já participaram de várias bandas e têm prolíficas carreiras solo, mas são quatro elementos que quando se juntam produzem álbuns fantásticos. Mesmo quando Young não está com eles, a química funciona perfeitamente e este disco é o melhor que os três fizeram juntos, data de 1969, é o ápice da harmonia vocal. Simplesmente sublime!
Outro que venho tentando comprar os discos com muita dificuldade é o Rory Gallagher. Impressionante como um músico espetacular, com uma discografia incrível e extensa seja tão inacessível. Esperava por dois álbuns dele nesse pedido, o primeiro e este, o "Photo-Finish", mas o primeiro foi outro que ficou esquecido e também só virá na próxima. Tenho vários cds do Rory, mas nunca tive este disco, embora já o conhecesse pela internet. Como todos os outros, é um disco ótimo, blues rock com muita guitarra e sentimento característicos do Rory.
O Free foi uma banda muito foda! Quatro músicos excelentes, mas com tantos problemas entre eles que conseguiram impedir que fossem muito mais longe do que foram e do que eram merecedores. "Free At Last" é de 1972, o último da banda. Embora tenha boas músicas, percebe-se que a máquina já não funcionava como antes, ainda assim, é um bom disco para finalizar um legado incrível.
"In The Beginning" é o quarto disco do excepcional guitarrista Roy Buchanan, de 1974. Foi por esse disco que conheci o Roy há muitos anos, mas também nunca havia conseguido comprar qualquer disco dele, nem sei se algum já fora lançado no Brasil. Tenho o primeiro, que consegui recentemente e só. Para quem gosta de blues e guitarras que gritam e choram, esse é um prato cheio. Buchanan, assim como Gallagher, é puro sentimento.
O primeiro disco do Yes, assim como o primeiro do Rush, ficam deslocados no restante da discografia dessas bandas, pois são puro Rock 'n' Roll, ao contrário dos demais, e contrariando a maioria dos seus fans, eu os acho os melhores, sou louco por eles, já os escutei milhares de vezes e ainda os acho absolutos. "Yesterday and Today" é linda demais, a melhor música da banda.
Nunca tive discos do Thin Lizzy, nunca fui fan da banda, apesar de que nunca tenha dado a devida atenção a eles. Apenas nos últimos anos foi que, não sei por qual motivo, comecei a escutá-los, e percebi o quanto eram bons. Este "Johnny The Fox" é minha introdução à discografia da banda, ainda preciso digerí-lo com calma.
A Babe Ruth é outra daquelas bandas obscuras dos anos '70 que não sei o porquê do anonimato e da vida curta. Cinco discos apenas em toda a carreira, mas os dois primeiros são dois petardos. "First Base" é de 1972, foi o primeiro deles. Tinham como vocalista a bela Jenny Haan, que cantava muito. O disco é ótimo, todas as músicas são, mas "Black Dog" é um absurdo de bonita.
Assim fechei o terceiro pacote deste ano com a Classic Rock Brazil Store, já na certeza que imediatamente iremos abrir um novo com mais um monte de álbuns clássicos e obscuros dos maravilhosos anos '70, uma mina inesgotável de preciosidades...
quinta-feira, maio 26, 2016
32 anos de Fluir
Parafraseando Frejat: "Meus heróis morreram de overdose, meus inimigos estão no poder...". Sou de uma geração em processo de extinção. Quem compra revistas de surf hoje em dia? A grande maioria tem até preguiça de ler, quanto mais de folhear uma revista. Tudo caminha para o digital, para o mais rápido e mais acessível.
Conheci o surf pelas páginas da revista POP no final dos anos '70. Extinta, deu lugar a Brasil Surf, que teve morte prematura. Nasceu então a Visual Esportivo e depois a Visual Surf, mas também não resistiram por muito tempo. De forma restrita, circulou o jornal Staff, que logo sucumbiu.
Enfim, em 1984, surgiu a revista Fluir. Lembro do dia que comprei a primeira edição na banca que ficava em frente ao Supermercado BomPreço, perto da minha casa. Eram poucas as páginas em cores, o papel era grosseiro, tinham poucas páginas, mas era o que tínhamos de melhor naquela época. Assinei-a por muitos anos, assim como também assinava a americana Surfing. Sempre fui fan das revistas, tinha centenas. Além dessas, comprava esporadicamente outras que vieram a seguir, Inside, Surfar, Hardcore, Surfer, Alma Surf, mas a Fluir crescia e evoluia. Passou por diversas mudanças, e recentemente foi totalmente reformulada, veio com uma nova proposta editorial que agregou muito à revista.
Mas algo estava por trás de tudo e nos bastidores a coisa desandava. A união com o site Waves talvez tenha sido o início do fim. Hoje, passados mais de 32 anos, ela anuncia seu fim. É triste por tudo que representou. Será esse o destino de todas as publicações impressas? Quem viver, verá.
terça-feira, maio 24, 2016
domingo, maio 22, 2016
quinta-feira, maio 19, 2016
Amy Lee - Going To California
Quem me conhece sabe como sou chato e exigente quanto a qualquer coisa que se refira ao Led Zeppelin, não só a isso, na verdade, mas principalmente. Já vi e ouvi tantas e tantas versões e quase sempre considero um lixo. Mas aqui vou me redimir, essa garota fez bem feito, fez à altura. Me impressionou.
segunda-feira, maio 16, 2016
Down the Line
Não faz muito tempo que essa onda foi descoberta, mas, nesse curto período de tempo, centenas de surfistas já se aventuraram pelo famoso deserto da Namíbia localizado logo ao norte da Africa do Sul para explorar essa incrível esquerda, talvez a onda natural mais artificial do mundo, tamanha sua perfeição e extensão. Muitos vídeos já foram postados, porém esse é especial pela amplitude que permite visualizar toda a área por onde a onda percorre. Incrível!
sábado, maio 14, 2016
Classic Rock Brazil Store #2
Esse foi o segundo pacote que recebi esse ano da Classic Rock Brazil Store. Doze LPs importados, raros e originais em perfeito estado. Estilos variados, do blues inglês do Free e Stone the Crows, passando pelo blues americano do Canned Heat, o psicodelismo do Traffic, o indecifravel som do Manassas, o country rock do Creedence, o hard rock do UFO e Hot Tuna, ao metal do Black Sabbath.
Alguns desses discos já fizeram parte da minha coleção, outros estavam há muito tempo nas minhas listas de desejos, e agora estão aqui, em minhas mãos...vamos ouví-los a admirá-los com todo carinho e atenção que eles merecem.
Rabit Kekai - R.I.P.
Meu adeus à lenda eterna, Rabit Kekai. Que sua imagem e seus princípios perpetuem pelo nosso esporte, nosso estilo de vida.
quinta-feira, maio 05, 2016
Dusty Payne - Niño
Altas ondas + Dusty Payne + Rolling Stones = Muita inspiração. Alguém duvida que essa cara mereça estar no WT? Eu não.
segunda-feira, maio 02, 2016
domingo, abril 24, 2016
Brown Acid - The Second Trip
A história da música é repleta de bandas que nunca se ouviu falar fora dos seus círculos imediatos. É, portanto, uma grande notícia quando uma gravadora decide retirar das suas gavetas e caixas esquecidas registros do passado e trazer à tona essas bandas, desenterrando verdadeiras jóias que foram perdidas nas brumas do tempo.
Brown Acid - The Second Trip é quase como uma forma de arquelogia e dependendo do seu gosto e paixão por música, uma valiosa fonte de descoberta. O disquinho abre com um verdadeiro clássico perdido em "Witch Midnight", do ASH. É obvio que estamos mergulhando no período da década de 70, mas não das grandes bandas que vendiam milhões e lotavam estádios. São bandas obscuras, que tinham muita atitude e vontade, mas por diversas razões não chegaram ao estrelato.
Pode-se argumentar qual o mérito dessa compilação se essas bandas nunca venderam, nunca tiveram sucesso algum, se não é um desperdício de tempo? O álbum serve a um propósito de documentar e expor um pouco da história da música.
sábado, abril 23, 2016
quarta-feira, abril 20, 2016
Hurley Youth
Que a Hurley chegou arrebentando na WSL, todo mundo já sabe, já viu, ou já devia ter percebido. Os caras tem dinheiro e tem visão, patrocinam a maior equipe, nomes já consagrados e novas promessas, com isso se garantem hoje e tem a possibilidade, para não dizer a certeza, que dominarão o circuito a curto e médio prazo.
Com um programa chamado "Hurley Youth", eles mostram que não estão para brincadeira. Só moleques que chamam a atenção pelo talento e pela atitude, e não são poucos, vejamos alguns: Eli Hanneman(12), Nick Marshall(Cal/14), Barron Mamiya(Haw/15), Jake Marshall(Cal/16), Matahi Drollet(Tah/17)...
domingo, abril 10, 2016
Muddy Brothers - Facing the Sky
Em abril do ano passado postei aqui sobre os Muddy Brothers, uma banda brasileira muito foda! Na época eles estavam em estúdio gravando seu segundo disco, que prometiam para logo, mas não sei o porquê das quantas que o petardo só veio a ser lançado há pouco mais de uma semana, precisamente no dia 29 de março. A bolacha chama-se Facing the Sky(Backwards).
Com uma capa rural, a qual não revela a psicodelia e a agressividade desses capixabas que são uma das melhores bandas da cena nacional, tocando Blues Rock, cantando em inglês, fizeram mais onze faixas onde se ouve a influencia setentista das bandas suecas Stoner que vêm dominando o Hard Rock mundial.
Para ouvir o novo disco, click aqui.
quarta-feira, abril 06, 2016
Matt Wilkinson x Wiggoly Dantas
Não desmereço o crédito do Wilko, mas ele não me convenceu, nem em Snappers, nem em Bells, embora nas duas últimas baterias, semi e final, tenha realmente sido melhor e merecedor das vitórias.
Ficou muito claro o erro ou, para minimizar a expressão, a confusa avaliação dos juízes naquela última onda da bateria contra o Wiggoly.
Naquelas condições, comparando com as outras ondas já pontuadas, nunca aquela onda valeria um 5,83, foi nefasto!
Posso engolir minha lingua, mas mesmo com a distância em que ele se colocou dos demais, não chegará ao título mundial, não tem surf para isso, a menos que se mude o critério de julgamento ou que as cervejas e vodkas derramem sobre o livro de regras e borrem as letras a ponto de tornarem-se ilegíveis ou confusas.
terça-feira, abril 05, 2016
segunda-feira, abril 04, 2016
Black Mountain IV
1º de abril é costumazmente conhecido como o dia da mentira, mas aqui eu falo uma grande verdade lançada nesse último dia mentiroso, o novo e tão aguardado - por mim - quarto album da banda canadense Black Mountain. Já descorri aqui no blog minha paixão por eles, como os conheci e o quanto os admiro, não vou ser repetitivo, basta clicar aqui e aqui para saber mais.
Infelizmente, como quase todas as grandes bandas que admiro, seus discos não são lançados no país do samba. Poucos aqui já tiveram o prazer desse mergulho, até mesmo porque o som é classificado como folk rock/stoner rock/psych rock, estilos que poucos conhecem e menos ainda reconhecem como ricos e importantes no cenário atual do rock mundial. Mas vou além, a Black Mountain é sim tudo isso e muito mais, pois é uma das expoentes e mais qualificada banda dos estilos citados, além, como costumo chamá-los e sentí-los como hipnóticos.
Como acompanho a banda nas redes sociais, fiquei sabendo do lançamento dias antes do disco chegar às lojas internacionais e procurei logo comprá-lo, ainda na pré-venda, mas como sempre, nosso governo nos inibe com as abusivas e absurdas taxas de importação e frete. Porém, tenho meus contatos lá fora, amigos que me salvam nesses momentos. Então, mesmo sabendo que talvez ainda demore muitos dias para chegarem às minhas mãos, comprei não só esse, mas aproveitei para completar toda a discografia da banda em vinil, já que só tenho em cd.
Assim, por enquanto tenho que me contentar com os arquivos pirateados em mp3 e os videos disponibilizados no youtube. Já dá para sentir o gostinho, já estou fascinado por pelo menos três músicas desse novo trabalho, Mothers of the Sun, Line Them All Up e Space to Bakersfield, isso para não dizer que todo o disco é excitante.
domingo, abril 03, 2016
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