An Anthology é uma compilação de gravações de Duane com vários outros artistas, tanto da época que ele estava com os Allman Brothers, quanto do período solo. Tenho conhecimento que foram lançados dois volumes, mas infelizmente só tenho o primeiro.
O álbum é duplo e bem variado. No primeiro disco, os destaques são a versão de Hey Jude, com Wilson Pickett, onde a balada dos Beatles toma uma forma totalmente diferente; Loan me a Dime, um blues que é puro feeling com Boz Scaggs; Rolling Stone, um blues pesado de Muddy Waters, cantado por Johnny Jenkins, com base no slide e nos violões.
No disco 2, uma linda versão para Please, Be With Me, música que Eric Clapton gravou, mas aqui está bem mais bonita; Layla, outra parceria com Clapton; e Little Martha, um take acústico com os Allman Brothers.
"O livre arbítrio não é a liberdade de fazer o que se gosta, mas o poder de fazer o que deve ser feito, mesmo em face de um esmagador impulso contrário. Aí reside a liberdade."
Indignado! Foi assim que me senti quando vi numa banca de revistas a edição dessa semana da Revista Isto É.
Na capa, o tema "A maioridade penal e os criminosos". O assunto não poderia ser mais atual, urgente, polêmico e necessário, mas a revista, numa atitude discriminatória, expôs uma foto de muito mau gosto para ilustrar a matéria: um garoto segurando uma pistola numa mão e um skate na outra. Que relação há nisso? Não basta toda a discriminação já existente aos skatistas?
O Skate movimenta milhões no país, é um dos esportes com maior número de praticantes entre os jovens atualmente, tem atletas brasileiros se destacando internacionalmente, ídolos nacionais.
Os marginais estão em todos os lugares, todos os meios, mas o esporte, seja ele qual for, é onde eles não se encaixam, muito pelo contrário, o próprio governo reconhece a importância do incentivo ao esporte para afastar aqueles que tendem a praticar delitos.
Tenho 44 anos, sou Oficial de Justiça, ando de skate e surfo desde criança; tenho um filho de 16 anos cursando a 2ª série do ensino médio que também anda de skate desde pequenininho; tenho dois sobrinhos skatistas e vários amigos também que adoram andar de skate, seja como esporte ou simplesmente para relaxar nos finais de semana. Já superei inúmeros preconceitos da sociedade que, numa evolução natural, vem reconhecendo o valor desses esportes, e agora a citada publicação, de reconhecimento e abrangência nacional, faz uma conexão absurda do crime com o skate.
Essa semana fiquei chocado ao assistir este filme que foi exibido no Canal Off. Com imagens alucinantes em alta definição, paisagens incríveis e muita adrenalina nas performances de cinco dos melhores "Mountain Bikers" do mundo pelas maiores montanhas da Argentina, China, Nepal e Estados Unidos.
O nível e a coragem desses caras são impressionantes!
A trilha sonora escolhida foi fantástica. Bandas como Dusted, Amadou & Marian, Black Rebel Motorcycle Club, Oberhofer, Ty Segall Band, entre outras, completam o espetáculo das imagens.
Ben Harper é um músico que mesmo depois dos seus dez discos lançados ainda nos surpreende. O cara sempre impressionou pela qualidade do seu material, pela sua técnica e pela variedade e liberdade nos seus discos, misturando funk, groove, folk, rock e blues com muita personalidade.
Charlie Musselwhite, na altura dos seus quase setenta anos, é uma autoridade na gaita, e sempre viveu o blues.
Compartilhando admiração, eles se juntaram para homenagear os mestres do estilo e fizeram um discaço...
Get Up! acaba de ser lançado com dez faixas excelentes, com peso e marcação clássica em perfeita harmonia entre esses dois músicos incríveis.
Este é um disco que com certeza figurará entre os melhores do estilo este ano.
O Kadavar é uma banda de Berlin, Alemanha, que faz um som Stoner Psicodélico e Progressivo com fortes influências do Black Sabbath. Lançaram um Ep ano passado que deixou muito nego de orelha em pé, e logo depois soltaram o full-length homônimo que esteve nas listas dos melhores discos do ano.
Ep
Kadavar
Abra Kadavar
Muito aguardado, lançaram este mês pela Nuclear Blast o novo disco chamado Abra Kadavar. Inspiradíssimo, mais pesado, mais encorpado e mantendo a mesma linha setentista que os consagrou, a bolacha trás pedradas como "Come Back To Life", "Doomsday Machine", "Dust" e "Liquid Dream".
Essa semana fui tomado de assalto quando dei de cara com um clip muito massa de uma noma banda de Annapolis, Maryland, chamada Dirty Names. Os caras são amigos desde a infância e desde então tocam juntos, mas só no ano passado lançaram o primeiro disco, Double Your Pleasure, uma mistura da fase boa dos Rolling Stones com o Led Zeppelin, dá pra imaginar? A temática das letras não poderia ser outra, sexo, drogas e rock 'n roll. A banda está a toda fazendo turnês e como não temos chance alguma de vê-los por aqui, vamos nos contentando com alguns clips, que por sinal, são ótimos...
Para ouvir: http://soundcloud.com/dirtynames/dont-try-making-a-move/
Há exatos 40 anos, em 28 de março de 1973, o Led Zeppelin lançava seu quinto álbum, Houses of the Holy.
Depois do estrondoso sucesso do Led IV, eles não tinham mais nada a provar e não tinham intenção de se repetir, então, o que eles queriam era se divertir, Page disse: "Nosso principal objetivo era deixar rolar". Foi nesse clima, sentindo-se livres para gravar o que quisessem, que eles colocaram em prática as mais diversas idéias, fazendo, talvez, o disco mais heterogêneo de toda a carreira.
Na capa, uma linda imagem de onze meninas nuas subindo uma colina cheia de crateras, e no interior, um sacrifício humano. Como no disco anterior, não continha nem o nome da banda, nem o título do álbum, apenas um envelope encartado com o nome e as letras de todas as músicas. Mais um ato de extrema coragem do grupo!
Para alguns, principalmente os críticos, este é um disco irregular e fraco; para muitos, e aqui eu me incluo, é um discaço, um tanto diversificado, é verdade, mas gostoso, leve, alegre e divertido, foge um pouco do padrão do Led Zeppelin, mas não deixa nada a dever aos demais trabalhos da banda.
Embora afastado da música há muito tempo por problemas de saúde, Clive Burr é sempre lembrado pelos clássicos que gravou com o Irom Maiden de 1979 a 1982, mas essa semana o baterista não resistiu a doença e faleceu deixando milhares de fans pelo mundo.
"Who do we think we are" é o sétimo álbum de estúdio do Deep Purple, último da formação clássica da banda. Subjugado por muitos, para mim é um ótimo disco.
"Cold Feelings" está no petardo Somewhere Between Heaven and Hell, do Social Distortion, lançado em 1992. Essa versão acústica foi gravada na radio 103.9, de Phoenix.
"Ring of Fire", clássico do Country Rock, gravada pelo cowboy Johnny Cash em 1963, na sua versão original e numa versão acústica da melhor banda de Punk Rock do mundo, o Social Distortion, fans declarados de Cash.
No dia 24 de janeiro, a Natal Drums and Marshall Amplification realizaram em Santa Ana, California, a Bonzo Bash Namm Jamm 2013, uma apresentação em homenagem ao magnífico John Bonham.
Alguns dos maiores bateristas da atualidade como Nicko McBrain do Iron Maiden e Mike Portnoy do Dream Theather, entre outros, tocaram suas músicas preferidas do grande mestre.
Mesmo admirando muito esses bateristas, quando assisti a essa apresentação, fiquei ainda mais impressionado com a força, competência e importância de Bonzo. Quando caras como Nicko e Portnoy, que são ícones do metal atual, tocam músicas que foram gravadas há mais de 40 anos, numa bateria que é réplica da usada por Bonham, e não chegam nem perto do que esse fazia, fico imaginando do que ele era capaz...
Bonzo nos deixou em setembro de 1980, após 10 discos com o Led Zeppelin, dando também fim a banda. Foi mais um dos que não segurou a onda das drogas e da bebedeira, morrendo muito cedo, deixando um legado gigantesco. Unanimemente, um dos maiores bateras de todos os tempos...
Em março do ano passado, passei cinco dias nesse lugar incrível chamado Lobitos, no distrito de Talara, na região de Piura, noroeste do Peru.
Sai de lá com a promessa de voltar o quanto antes. Durante o resto do ano, praticamente todos os dias lembrava daquelas ondas perfeitas e do lugar lindo.
Hoje, concretizei meu retorno. Junto com meus amigos Isaac e Jonny, compramos as passagens para o mesmo período do ano anterior. Agora é preparar as pranchas, juntar uns dólares, contar os dias e sonhar com aquelas esquerdas maravilhosas.
Estava "garimpando" umas músicas no "GrooveShark" quando me deparei com essa banda até então desconhecida pra mim. Fui atrás de informações e fiquei interessado, porque as referências levavam ao The White Stripes. Parti então para escutar o primeiro disco, Tintype e, cacete, que porrada!! Essas garotas não são de brincadeira! Elas são furiosas, esbanjam energia e crueza. Um duo feminino de guitarra e bateria, somente, tocando Blues Rock na mesma linha do White Stripes, Black Keys e Jon Spencer.
Elas são de Vancouver e já tem lançados quatro discos. Os dois primeiros mantém o mesmo estilo, no entanto, a partir do terceiro, We Kill Computers, passaram a fazer um som mais "garageiro" e menos blues. Não sei o que as levou a isso. Escutei-os e posso garantir que também são dois petardos, mas particularmente preferia que tivessem se mantido no estilo original. Mas é só uma questão de gosto.
Sempre nessa época é natural fazermos uma retrospectiva do ano que passou. Para os amantes da música, um dos assuntos mais discutidos é o lançamento dos melhores discos do ano. As preferências são as mais diversas. Aqui estão as minhas...
1º.Zodiac - A Bit of Devil
O Zodiac foi talvez a maior revelação deste ano. Banda oriunda da Alemanha que faz um Hard Blues com base nos anos 70 com muita propriedade. Fizeram uma versão de uma música do ZZ Top, Blue Jeans Blues, que é um dos melhores blues de todos os tempos...O disco é excelente, e que capa, lindíssima!
Nota: 9,0.
2º.Gin Lady - Gin Lady
Outro grande lançamento que me deixou impressionado foi a estreia do Gin Lady. Apesar de ser uma banda nova, quatro dos cinco integrantes vem da banda Black Bonzo, que encerrou atividades ano passado. Com essa nova proposta, o som ficou mais Hard, sem dispensar os teclados/orgão que marcaram a banda anterior. Pra quem gosta do Uriah Heep, é um prato cheio.
Nota: 9,0.
3º.Rival Sons - Head Down
Quando no ano passado esses caras lançaram Pressure and Time fiquei maluco! Depois do Wolfmother, nunca tinha escutado nada que chegasse tão perto do Led Zeppelin...Passei o ano à espera deste lançamento e foi muito gratificante ouví-lo. A pegada é a mesma, puro Rock'n Roll setentista, e as influencias zeppelianas continuam lá...Excelente!
Nota: 8,5.
4º. Howlin' Rain - The Russian Wilds
Essa banda/projeto do guitarrista Ethan Miller vem da California. Como quase todo trabalho de um artista que se desgarra de sua banda original, aqui também há uma grande mistura de estilos: Country, Blues e Hard, principalmente. Este é o terceiro e melhor disco dos caras, um tanto difícil de digerir pela variedade musical, mas a cada audição, gosta-se mais...
Nota: 8,0.
5º. Soldiers of Jah Army - Strength to Survive
Conheci o Soja esse ano através do clip da música Strength to Survive, que está neste disco. Logo entrou na minha lista de preferidos. A banda tem vários outros discos, todos bons, mas esse é um clássico do estilo Reggae.
Nota: 8,0
6º. The Lone Crows - The Lone Crows
Banda nova de Minneapolis que faz um Hard Blues nervoso, também com fortes influencias do Led Zeppelin. Os integrantes são bem novos, mas tocam com muita maturidade. Acredito que ainda farão grandes álbuns. Nota: 7,5.
7º. Lynyrd Skynyrd – Last of a Dyin' Breed
O Lynyrd é uma das minhas bandas preferidas de todos os tempos. Os seus lançamentos já não são tão frequentes quanto na década de 70, mas não deixam de ser importantes. Este ano vieram com um discaço. O alma é southern, mas a sonoridade está bem atual. Rock'n Roll na veia. Nota: 7,5.
8º. Alabama Shakes - Boys and Girls
Descobri essa banda logo no início do ano por acaso passeando pelo Youtube, e fiquei amarradão. Que surpresa boa! Som bem feito, descompromissado, pra cima...Hoje eles já são bem reconhecidos pelo trabalho que fizeram, um ótimo disco.
Nota: 7,5.
Agora preciso abrir um espaço para uma explicação, ou justificativa, para não ser injusto. Os próximos dois discos que finalizam a lista talvez não devessem estar nesta posição. Digo isso porque são dois petardos de bandas incríveis que por terem sido lançados já no finalzinho do ano, não houve tempo suficiente para escutá-los e por isso, talvez, eles estejam entre os últimos quando poderiam estar entre os primeiros.
9º. Graveyard - Lights Out
O Graveyard não é novato nessa lista. No ano passado ocupou um lugar de destaque e agora volta com mais um petardo. Lights Out mantém a mesma fórmula que os consagrou. É como escutar Black Sabbath atualmente. É melancólico, psicodélico, com altas doses de Hard Blues. Discaço!
Nota: 7,5.
10º. Witchcraft - Legend
Este é o quarto disco do Witchcraft e um dos melhores. Depois de cinco anos desde o último lançamento, a fórmula se mantém, Hard Rock Psicodélico ao extremo. É outro que bebe da fonte do Black Sabbath.
A palavra para descrever a disputa pelo título mundial desse ano é "Emocionante"!! Há tempos não víamos um título ser tão disputado, chegando quase até a última bateria da última etapa. Durante o ano, muitos se alternaram no topo, e chegando perto do fim, ainda havia chances para Taj, Adriano, Mick, Kelly e Joel. Chegando no Havai, apenas Kelly e Joel poderiam vencer, e foi assim que começou uma disputa emocionante, bateria a bateria, fase a fase, quem perdesse entregaria o título.
Pipeline colaborou com altas ondas, dignas de uma disputa como essa. Joel apesar de não ter vencido uma etapa sequer durante todo o ano, foi o mais constante e estava na frente por três mil pontos e surfando muito. Passou todas as baterias em primeiro. Kelly não estava tão bem. Embora tenha vencido algumas etapas, em algumas delas foi "empurrado", e chegou a perder baterias e passou pelas repescagens.
Nas quartas de final, na melhor bateria do evento e uma das melhores do ano, vimos um show de surf entre Shane Dorian e Kelly. Para mim, Shane pegou os melhores tubos e mereceu vencer, mas os juízes viram diferente e Kelly foi para as semis. Joel passava as baterias com muita segurança, sem deixar dúvidas quanto a sua superioridade.
Na segunda semi final, Kelly pegou Josh Kerr, e logo no início, Kerr pegou uma onda excelente marcando 9,20. O tempo foi passando e parecia que tudo conspirava para a vitória de Joel. As séries pararam. Kerr garantiu a prioridade e ficou no outside esperando outra onda daquela. Kelly parecia desesperado. Pegou várias ondas ruins, todas fechando.
O título estava garantido! Depois de tantos anos de hegemonia, Kelly perdeu a coroa. Joel, após vários anos em segundo e terceiro, é o novo campeão. Para fechar com chave de ouro, ele também venceu o evento. Muito merecido. O cara está numa ótima fase, surfando muito, com o estilo mais bonito do tour.
Acredito que esse título seja bom para o esporte. Estava parecendo que não havia outros bons surfistas no tour. Em vinte anos, Kelly havia vencido mais da metade, estava mais que na hora de vermos alguém derrubá-lo. Nada contra ele, mas acho que outros também tem condições e merecem a honra.
Neil Young está de volta. Este ano, além de lançar sua autobiografia, Waging Having Peace, fez as pazes com a sua Crazy Horse e lançaram logo dois álbuns, Americana e Psychedelic Pill.
Foram quase nove anos afastados, embora nesse período Neil tenha se mantido na ativa e lançado muita coisa boa, quando eles se juntam, é certeza de que teremos grandes discos.
Americana é uma coleção de clássicos, de canções folk americanas. Algumas dessas composições que, como "Tom Dooley" e "Oh Susannah", foram escritas em 1800, enquanto outras, como "This Land Is Your Land" e "Get a Job ", são clássicos de meados do século 20. Em todas, Young fez sua própria interpretação.
Psychedelic Pill é um álbum de inéditas, embora soe como um disco do final dos anos '60 e início dos '70, uma volta às suas raízes. É um disco duplo com apenas nove músicas, algumas em torno de vinte minutos. Na sua carreira, Neil experimentou muito, teve altos e baixos, mas quando acerta, e sinto que isso acontece quase sempre quando tem os Crazy Horses de apoio, ele fica mais solto, passeia pelos seus solos, canta muito bem, e nos brinda com um petardo como esse. Vida longa a esse "velhinho"...
Helplessly Hoping é uma linda canção folk/country escrita por Stephen Stills que foi originalmente gravada por Crosby, Stills & Nash e saiu no album homônimo em 1969. Em 1974, já com a presença de Neil Young, foi regravada por eles para o disco So Far. Existem inúmeras regravações de diversos artistas desde então, mas essa, da linda americana Brandi Carlile, que afirma ser apaixonada pelo trio, me chamou a atenção pelo feeling que transmite.
O Troubled Horse é outra banda vinda da Suécia com fortes influencias no Hard Rock dos anos '70, mas que também bebe das fontes do Garage Rock dos '60.
Lançaram um Ep em 2010 e agora vem com este Full-Lenght, Step Inside, muito mais coeso, com as mesmas guitarras rasgantes de John Hoyles do Witchcraft e Martin Heppich com seus vocais ensandecidos. Discaço!
Terminou nesse sábado o Clash of the Legends 2012, em Haleiwa, Hawaii. Com um surf moderno e de muita força, o hawaiano Sunny Garcia não deu chances aos seus adversários, todos lendas do surf. Em ondas manobráveis de 1,5 m, esses caras mostraram que apesar da idade, ainda são excelentes surfistas. É sempre um prazer vê-los surfar...
O The Cult foi uma das grandes bandas dos anos '80, lançando discos clássicos como "Love", sempre esteve presente nas listas de preferidas de muita gente. Nos anos '90, apesar de alguns lançamentos, ficou um pouco esquecido.
Agora em 2012, depois de cinco anos sem nada de novo, a banda volta com a formação original e com um disco que promete.