A música inspira o surf.

Sempre estiveram presentes na minha vida. Chegaram juntos e tomaram conta dos meus pensamentos, fazendo com que, a eles, tudo esteja relacionado.

O surf é o meu estilo de vida. Ele dita o meu ritmo. Um amor que perdura por quarenta anos e está cada vez mais sólido.

A música é essencial. Torna momentos marcantes e inesquecíveis pelo simples fato de estar presente.

Nessa trajetória, já percorremos milhares de quilômetros em busca das melhores ondas, sempre embalados pelo bom e velho Rock 'n Roll.

terça-feira, setembro 29, 2015

Nick Drake

Nessa época do ano, quando chega o outono, volto à minha casa no campo para alguns dias de reflexão. O clima aqui é agradável, as manhãs são limpas, as tardes coloridas e as noites melancólicas. Não há vida como nas primaveras, mas não é vida que venho buscar. O cenário é o bastante. Sentar-me à varanda nas noites de céu estrelado, a lua refletindo no lago, sentir o cheiro das árvores que dançam no ritmo dos ventos que sopram do norte e acariciam minha pele. O calor absorvido pela madeira deixa a casa aconchegante, as chamas ardentes da fogueira são convidativas. O vinho que ficou do ano passado é quente e apura meu paladar. Não há com quem compartilhar o que sinto, apenas sinto.

Esse é o cenário imaginário criado pelo som desse inglês de família rica que ainda criança aprendeu com a mãe a tocar piano, mas, embora também tocasse outros instrumentos, descobriu-se em 1965 quando comprou seu primeiro violão, e fez sua curta e magnífica carreira calcada nos experimentalismos com afinação própria desse instrumento.

Em 1967 experimentou a guitarra acústica, a maconha e o LSD quando viajou ao Marrocos. Descobriu o folk e influenciado por Bob Dylan começou suas apresentações em clubes locais, quando foi descoberto por um membro da banda Fairport Convention que o apresentou ao seu empresário e não demorou para lançarem seu primeiro álbum, o maravilhoso Five Leaves Left. Bryter Layter e Pink Moon completam sua obra. 

"Eu não sinto nenhuma emoção sobre nada.
 Eu não quero rir ou chorar.
 Estou dormente; morto por dentro." 
(Nick Drake no auge da depressão)

Nick era altamente depressivo, solitário, nunca teve um relacionamento amoroso, poucos eram seus amigos. Um gênio introspectivo que desistiu da vida e do mundo muito cedo com uma sobredosagem de medicamentos.  


Lançado em meados da década de '80, Time Of No Reply combina faixas de seus álbuns, outtakes e versões alternativas. É um disco lindo, melancólico, reflexo do que foi esse homem conturbado pela sua essência que encontrou na sua música a fuga do mundo real e fez dela um cenário imaginário perfeito para deleite daqueles que viveram outros outonos.


segunda-feira, setembro 28, 2015

Jason Isbell


Há alguns anos conheci uma banda chamada Drive-By-Truckers. Interessei-me por escutá-los quando li em uma resenha assim: "Drive-By Truckers é uma banda de alternative/southern,countrycore originária do Alabama cujos fundadores amam mais Lynyrd Skynyrd que os Beatles e os Rolling Stones". Bom, eu amo essas duas bandas, mas tenho uma paixão cega pelos Lynyrds, sem explicação plausível, é platônica.

Assim, esses Drive-By Truckers teriam que ser bons para honrar seus ídolos, e eram. O melhor ainda era, como sempre digo, que não soavam como seus ídolos, apenas percebia-se as influencias. Foi uma banda que também tinha três guitarristas, e no meio da carreira um desses foi o Jason Isbell, que além da guitarra passou a contribuir nas composições e vocais. Logo passou a se destacar e percebeu a oportunidade da carreira solo, na qual se lançou em 2007, com o excelente álbum "Sirens of the Ditch". 

Descobri seu trabalho no disco de 2009, "Jason Isbell and the 400 Unit". As influencias do passado pareciam ter se dissapado. Seu trabalho tinha outra identidade, própria, mas não fugia aos estilos intrínsecos na sua música, apenas tinham novas roupagens.

Não ouvi seus dois discos posteriores, "Here We Rest" e "Southeastern", que receberam excelentes críticas. Mas agora ele acabou de lançar seu quinto álbum, "Something More Than Free", e voltou a curiosidade em ouví-lo. E que grata surpresa! O clima e o ar do Alabama estavam de volta(nunca estive lá, só imagino que sejam assim), pois é assim que os Lynyrd Skynyrd respiram e externam, essa sensibilidade, esse southern country com um alto astral mesmo quando as letras são tristes, canções de amor, melodias lindas em harmonia com a bela voz desse cantor que mostra amadurecimento em cada novo trabalho.


Tenho escutado este disco com frequência e a cada vez percebo o quanto é bom, o quanto me faz bem, o quanto ainda sou apegado a esse estilo pouco explorado, regionalizado e até marginalizado pelos preconceitos enraizados naquela região dos EUA. Mas Jason ultrapassa esses limites e nos brinda com um álbum que estará em muitas listas de melhores do ano e receberá elogios e reconhecimento mundial.


terça-feira, setembro 22, 2015

Dream Left's



Não é a Indonésia, mas tem um gostinho... e está aqui bem pertinho...

domingo, setembro 20, 2015

Tesouro Belga


No início desse ano uns amigos tiveram a oportunidade de conhecer um brasileiro naturalizado belga que mora na Antuérpia há muitos anos e, como sua família ainda está no Brasil, vem todos os anos visitá-los. Foi uma oportunidade porque naquela visita esse cara trouxe uma série de LPs para vender e quem estava na hora fez a festa. Contatos foram trocados e o cara percebeu que a venda de discos seria uma maneira de garantir suas despesas nas viagens para o Brasil. Esses amigos me apresentaram ao Breno e não perdi tempo. Mostrei meu interesse em participar desse grupo e fiz minha lista de desejos. De logo negociei com ele um pacote com 10 LPs e comecei a pagar, mesmo um pouco apreensivo, pois a previsão para ele voltar ao Brasil era somente agora, no fim de setembro, mas arrisquei. Dias depois ele conseguiu mais dois discos do meu interesse e acrescentei à conta. Assim como eu, outros também fizeram seus pedidos e o Breno ainda comprou uma centena de títulos a fim de vender não só aqui em Aracaju, mas também em Salvador e em São Paulo, onde também tem seus contatos.

Nessa sexta passada ele chegou e avisou que além dos encomendados, tinha trazido muitos outros que seriam do nosso interesse para que fôssemos preparados. Fomos ao seu encontro e tomamos um susto com a quantidade e qualidade do material, parecíamos urubus na carniça. Meu pacote de 12 discos já estava separado e pago, mas o que estava ali na minha frente era irresistível e não poderia deixar passar a chance de adquirir títulos que talvez nunca mais visse novamente.

Bom, o estrago era iminente, estrago nas minhas economias e poupanças. O coração dizia sim, a razão gritava não. Mas meu coração, nesses casos, sempre vence. Saí de lá com 26 títulos. Discos simples, duplos, triplos, caixas com quatro e caixas com até oito LPs. Um tesouro estava em minhas mãos, tesouro vindo da longínqua Bélgica por meio de um baiano gente boa que nos garantiu trazer muitas outras pérolas para alegrar nossos corações carentes dessas belezuras.







domingo, setembro 13, 2015

15 Songs

Todo santo dia uma nova banda aparece, a maioria é apenas mais do mesmo, é verdade, mas algumas têm algo a mais. 
Quando nos aproximamos do fim de cada ano fico com a difícil tarefa de selecionar o que de melhor surgiu no período, e a cada ano isto está cada vez mais complicado, seja pelo nível que tem subido, seja pela quantidade de material que tenho recebido, muitos desses, nem sequer chego a escutar, deixo passar porque precisaria dedicar o dia inteiro para dar atenção a todos e tenho mais o que fazer.

Para dar uma passada rápida em algumas dessas bandas que me chamaram a atenção, vou postar aqui  uma pequena seleção de 15 músicas, todas lançadas este ano para curtir nesse domingão de vento e sem onda, ótimo para uma sessão de Rock 'n' Roll.
















sábado, setembro 12, 2015

Assassino de Ricardinho é Condenado


Em decisão final, o assassino de Ricardinho é finalmente expulso da corporação militar de Santa Catarina. Desde 17 de julho que o comando da polícia tomou a decisão, mas o processo seguia em fase de recursos. Nessa sexta, porém, Luis Mota Brentano foi condenado e agora é réu civil. Segue preso no 8º Batalhão de Joinvile por decisão da Justiça. Agora vamos esperar que seja pronunciado e venha a ser julgado pelo Júri Popular e condenado a pena máxima.

sexta-feira, setembro 11, 2015

Hurley Pro at Trestles 2015

Começou a oitava etapa da WSL, o Hurley Pro at Lowers Trestles, Califórnia. É nessa etapa que todos os anos vemos as mais altas performances em termos de manobras. Lembro-me bem do ano passado, quando vi o John John mostrando o mais alto nível de surf até então em um campeonato. Ontem um amigo me questionou quem eu apontaria como favorito, respondi, lógico, Filipe Toledo, Gabriel Medina, John John, Julian e Kelly.

Para esse ano as expectativas são ainda maiores, e pelo menos por enquanto estão se confirmando. A velha e a jovem guarda estão brigando de igual para igual, seja na borda, sejam nos aéreos. Logo no primeiro dia o mar estava clássico e rolaram todas as baterias do Round 1. Destacar alguém é impossível. Todos os que venceram suas baterias foram destaques, mas um fato merece ser citado.


Na 10ª bateria estavam Gabriel Medina x Fred Patacchia x Bede Durbidge. Minutos antes da bateria, Fred deu uma entrevista e deixou no ar que estava se despedindo. Gabriel surfou como nunca, como o verdadeiro campeão do mundo, fez um 9,0 e um 8,50, mas Fred também destruiu, e fez daquele momento sua melhor atuação dos seus dez anos de carreira no circuito mundial. Foi muito bonito! Surfou apenas duas ondas, marcando 8,90 e 10, quando nesse momento, ainda dentro d'água foi cumprimentado pelo Gabriel e saiu do mar ovacionado por todos, anunciando que era realmente sua aposentadoria.

Mas, independente do momento, da comoção, sejamos justos, a onda do Fred não mereceu a nota 10. Ele estava em 2º, atrás do Gabriel, e precisava de 8,48 para vencer. Pegou uma onda da série, mas errou no time da primeira manobra, não foi perfeita, e isso bastaria para reduzir sua pontuação. Continuou na onda executando as demais manobras de forma arrasadora, com seu belo estilo e fluidez, finalizando uma onda excelente, que com toda justiça mereceu a virada, mas não o 10.

No segundo dia aconteceu o Round 2. O mar se manteve clássico e o show foi garantido. No entanto, nesse round, alguns nomes se destacaram, e a maior zebra apareceu, quando um dos maiores favoritos, John John, perdeu para um dos caras mais fracos, o Glen Hall. John é um surfista excelente em qualquer condição, mas continua errando em baterias, triste de ver. 


Vamos aos destaques: Filipe, como já era esperado, deu seu show; Joel Parkinson confirmou ter o surf mais bonito do mundo, e ainda extrapolou nas manobras; e os goofies foram quem mais impressionaram. Os ataques de back side de Gabriel Medina, Nat Young, Wiggoly Dantas e Miguel Pupo foram fenomenais.

Começou o Round 3 e logo nas três primeiras baterias vimos os brasileiros dominarem a cena, Miguel, Italo e Filipe garantiram passagem. Na bateria seguinte mais uma linda apresentação do Joel Parkinson. Depois vieram Wiggolly e Taj, bateria dificílima para o brasileiro, mas tudo deu certo para ele e Taj se afundou. Era a vez de Adriano contra a "zebra". Bateria tensa, com poucas ondas, com restart, vira-vira a cada onda, e na última Adriano se garantiu por muito pouco, Ufa! Na sequencia, outra bateria importantíssima, porque o Mick Fanning vem colado no Adriano no ranking e precisa dessa vitória, mas contra ele tem o local Kolohe Andino, que vem destruindo. Seria ótimo se Fanning perdesse, mas a experiência falou mais alto, enquanto Kolohe pegava qualquer onda, Mick era cirúrgico, sua combinação de velocidade, força e fluidez são matadoras. Seguiu o round sem surpresas, Kelly e Gabriel confirmaram seus favoritismos e passaram fácil suas baterias.

No Round 4 o Brasil estava muito bem representado, dos 12 surfistas, éramos metade e somente 4 avançariam para as quartas, mas a galera chegou junto e Filipe, Adriano e Gabriel venceram os duelos.
O Round 5 é a última repescagem e dos 3 que caíram nesse round, só Wiggolly passou. Joel, Mick e Nat Young deram show.
Quartas de Final na água. Filipe x Joel em ondas de meio metro lisinhas era certeza de vitória do elétrico Filipinho. Adriano e Wiggolly, para quem torcer? Wiggolly vinha surfando muito, mas nessa bateria não achou as ondas e Adriano passou fácil. Da mesma forma, Mick não deu chances a Buchan. Medina e Young prometiam destruir as ondas. As merrequinhas não ajudaram, Gabriel usou sua arma letal, os aéreos, e Young ainda fez uma interferência boba.

Então chegamos às semis com 3 brasileiros e um australiano, domínio total. Adriano e Filipe era briga pela liderança do ranking. Filipe levava vantagens nessas ondas, mas Adriano surpreendeu e venceu por apenas 0,19 pts. É claro que isso gerou polêmicas. Mick e Gabriel foi do mesmo jeito, disputadíssimo. Muitos acharam que Gabriel mereceu a vitória, mas não os juízes. Particularmente, achei que Mick venceu, mas uma direita de Gabriel foi subjulgada.

Mick x Adriano estavam na final disputando a etapa e a liderança do ranking. Mick foi cirúrgico, surfou como o critério exige, fez o que os juízes querem ver, e fez bem feito. Adriano surfou bem, mas não o suficiente, não o que ele é capaz. Até pensei que seria diferente, mas o Mick me convenceu do contrário.

Pérolas nas Prateleiras

Já contei aqui a história do meu amor e carinho pelos meus discos, pela minha extinta coleção de LPs que construí ao longo da década de 80. Aos poucos venho reconstruindo meu acervo, só que dessa vez com muito mais esmero. Tenho focado nas minhas bandas preferidas e em discos raros, importados e de época. É claro que isso tem um alto custo, mas, como disse, é uma relação de amor.

Na semana passada recebi um pacote com três discos que comprei de um cara do Rio Grande do Sul. Essa negociação levou uns dois ou três meses para ser concluída. O cara, a princípio, ofereceu-me os discos por uma pequena fortuna. Mostrei interesse, mas descartei devido aos preços. Trocamos várias mensagens até que um dia ele cedeu. Foi uma ótima oportunidade e não deixei passar.

O Canned Heat é uma banda que curto bastante e nunca tive um disco sequer deles. Esse, o "Future Blues", é ótimo. O Status Quo tem uma discografia enorme, mas poucos discos são realmente bons, e "Ma Kelly's Greasy Spoon" está entre os melhores. O Savoy Brown é uma super banda de blues, tem vários discos excelentes, "Street Corner Talking" é um clássico.

Canned Heat - Future Blues
Status Quo - Ma Kelly's
Savoy Brown - Street Corner Talking
Ontem recebi outra encomenda, essa direta dos EUA, de um cara que é um verdadeiro garimpeiro. Já fiz outras compras com ele e é quem está me abastecendo com meus melhores discos. Fazemos pacotes a cada 40 ou 50 dias, o tempo que leva para um pedido chegar, e assim que chega já fechamos logo outro. Nessa leva foram cinco discaços, quatro originais, edições de época, relíquias: o primeiro álbum do Allman Brothers, de 1969; os dois primeiros do Grad Funk Railroad e um dos melhores discos do Judas Priest. Além desses, uma reedição do Blue Cheer, lacrado.

The Allman Brothers Band - 1969
Grand Funk Railroad - On Time
Grand Funk Railroad - Closer to Home
Judas Priest - Sad Wings of Destiny
Blue Cheer - Vincebus Eruptum
Com esses, agora são 128 títulos nas prateleiras, ainda não chego nem perto do que já tive, mas estou ficando orgulhoso de novo, porque são discos de alto valor, álbuns que tenho paixão e a maioria são peças raras que fazem qualquer colecionador brilhar os olhos e desejar pôr as mãos, e o que é melhor, me dão muito prazer em apreciá-las e ouví-las nas minhas caixas de som.

terça-feira, setembro 08, 2015

Craig & Ryan


Já declarei diversas vezes meu amor pela banda Fleetwood Mac, uma banda maravilhosa tão pouco conhecida e infelizmente popularizada pelos seus piores trabalhos. Meu amor não é incondicional, nenhum amor é, é como penso. A primeira fase do grupo é extraordinária, enquanto fases seguintes são ordinárias.

Mas o que tem a ver isso tudo com esse video acima? Muito. Como disse, poucos conhecem o Peter Green e sua trupe, e a música que embeleza ainda mais as lindas imagens desse video é deles, um blues de 1969 do segundo álbum da banda chamado "Albatross", por sinal, muito apropriado para as locações editadas aqui.

Sempre houve uma enorme polêmica a respeito do conceito "Surf Music", desnecessário e absurdo. Nos anos 60 era um estilo que fazia a cabeça da galera, nos 70, outro, nos 80 e 90 foi a New Wave, o Punk Rock e o Metal. Já na última década, temos assistido a vários filmes onde a trilha sonora está bem mais leve, em contraste com as manobras, que estão bem mais radicais. Por que? Não há explicação lógica. É gosto, é satisfação, identificação, arte. Sim, arte. Os cineastas atuais estão muito mais focados na arte dos filmes, nas imagens, com isso encontram inspiração em músicas mais bonitas, mais introspectivas. Eu adoro essa visão. Claro que curto Punk Rock e Metal, é instigante antes de uma sessão de surf, mas também é inspirador um vídeo como esse no qual a música parece fazer parte daqueles momentos, é a música perfeita para preencher as imagens da natureza em evidência.

quinta-feira, setembro 03, 2015

Jeremy Flores in Tahitti


Jeremy já está na elite do surf mundial há alguns anos. Seu talento fora revelado cedo, mas nunca realmente ameaçou a liderança. Nos últimos dois anos amargou colocações bem abaixo do seu potencial. Algo impedia-o de sintonizar seu surf com os resultados. Ano passado chegou a entrar na lista de rebaixamento, mas reclassificou-se pela segunda divisão. Começou este ano bem melhor do que os anteriores, mas o destino foi "cruel" e recentemente enquanto treinava na Indonésia sofreu um gravíssimo acidente que por pouco não ceifou-lhe a vida. Fez cirurgia, plástica, e só foi liberado para surfar nessa etapa do Tahiti se usasse um capacete. Mas a "crueldade" do destino afetou de tal forma sua cabeça e seu surf que Jeremy nunca surfou como agora. Seu estilo está melhor, mais seguro e mais técnico, sua estratégia infalível, e com isso ele conquistou o mais alto nível de sua carreira e venceu o evento de forma incontestável. "Há males que vêm para o bem", já dizia o velho ditado.

Tsunami Aid - A Concert of Hope


"Wish You Were Here" é uma das músicas mais bonitas já feitas. Em um concerto em prol das vítimas de Tsunamis, Eric Clapton deu uma "canja" a Roger Waters e fizeram uma bela versão. 

Julian Wilson



Tudo bem que esse cara é o "queridinho" da mídia australiana, que muitas vezes é "empurrado" nas competições, mas nada disso é necessário, ele tem surf, estilo, atitude e talento de sobra, é um dos melhores surfistas do mundo em qualquer condição. Está aí a prova...


Swamp Duck from Julian Wilson on Vimeo.

Reflexão do Ser

"Quero ter a certeza de que,
apesar das minhas renúncias e loucuras,
alguém me valoriza pelo que sou,
e não pelo que tenho.
E que esse alguém me peça
para que eu nunca mude,
para que eu nunca cresça,
para que eu seja sempre eu mesmo"
(Mario Quintana)

Essas palavras me dizem muito, dizem o que eu sinto, o que eu quero e o que eu espero. Esse é o único caminho para encontrar a felicidade, mesmo que nunca encontre esse alguém com quem possa compartilhar suas renúncias e loucuras. Pelo menos encontrará o seu "Eu" interior, e com ele não há disfarces, mentiras, apenas cumplicidade e verdade.

Vi neste vídeo uma mulher que trilhou esse caminho e encontrou-se com ela mesma. Um exemplo a seguir. Alguém que apesar dos seus 82 anos, não mudou, não cresceu, foi e é ela mesma. Linda!

terça-feira, setembro 01, 2015

Hurley Pro at Lowers

A WSL divulgou o teaser da próxima etapa que acontecerá entre os dias 9 e 20 deste mês na Califórnia. Depois do vexame do Filipe Toledo no Tahiti, agora é a vez dele dar seu show. Maior favorito dessa etapa que proporciona muito seu surf e atualmente morando a poucos metros dessa praia, será difícil vencê-lo. 

Mas não podemos descartar outros exímios surfistas nessas condições, John John, Julian Wilson e Gabriel Medina também são favoritos. Além é claro daqueles que vem por fora, pelo WQS, a exemplo do Thomas Hermes, que nesse vídeo abaixo mostra que já está lá treinando forte para surpreender quem brincar em serviço.


Tomas Hermes é mais um dos brasileiros que vem tentando entrar na primeira divisão da WSL e está quase chegando lá. No ano passado perdeu a vaga na última etapa classificatória e este ano, por enquanto, ocupa a 45ª posição, mas pelo que vemos neste video, o cara está em plena forma e só precisa competir como surfa nos treinos que terá sua vaga garantida em 2016.

segunda-feira, agosto 31, 2015

The Forz


Nunca haverá outro Led Zeppelin, outro Black Sabbath, ou Pink Floyd, ou outros "Bezouros", jamais! Várias e várias são as bandas que ouvimos e reconhecemos de imediato suas influências. Quando ouvi a "All Them Witches" pensei: assim seria o Led Zeppelin se ainda existisse. Tenho o "Freedom Hawk" como uma das minhas bandas preferidas da atualidade, pois soam como o Black Sabbath, nunca ninguém chegou tão perto. O Pink Floyd é absoluto, ninguém nunca chegará perto ou soará parecido, nunca. Mas e os "Beatles"? Estes influenciaram milhões, são muitas referências, sempre estamos ouvindo alguma banda nova que logo identificamos as melodias, os arranjos, as "chupadas" diretas do repertório dos caras.

Hoje me deparei com um disco lançado há 15 dias, bem agradável, de uma banda nova e desconhecida, The Forz. Também formada por quatro garotos, só que vindos de Boston. Na sua página inicial dizem que tocam "Rock Vintage" com influências dos "Beatles", informação totalmente desnecessária, basta começar a ouvir qualquer uma das 15 músicas do album e teremos essa certeza.

Não gosto quando uma banda tenta copiar seus/nossos ídolos, mas me agrada ouvir quando percebo que o trabalho é autoral, embora carregado de influencias, pois assim se torna natural. Gostei de cara desse grupo.



domingo, agosto 30, 2015

Sobre Kelly


Como surfista que sou, com mais de 30 anos mergulhado nesse universo, vivendo esse lifestyle, competindo, julgando competições, acompanhando o esporte desde sempre, como todos, sou fã do Kelly Slater, o maior surfista de todos os tempos, um dos maiores esportistas e campeões, um exímio competidor, um embaixador do esporte, inteligente, articulado, um ídolo, uma lenda viva.

Acompanhei sua trajetória desde seu primeiro título em 1992, seu domínio quase absoluto durante tanto tempo, até aparecer um cara chamado Andy Irons, que fez Kelly repensar sua carreira e ambos abrilhantaram o surf por mais algum tempo, com disputas memoráveis, até Andy cair em desgraça.

Kelly continuou, ainda hoje nos surpreende, seja com seu surf, com suas decisões, seu comportamento, sua postura, seus ensinamentos.


Há alguns anos, li sua biografia e pude entender melhor esse fenômeno, mas ele insiste em se superar e sempre nos deparamos com suas surpresas. Em 2012, uma nova estrela começou a brilhar nesse mundo iluminado, um garoto brasileiro chamado Gabriel Medina. Kelly, do alto de seu trono, não o ignorou, pelo contrário, reconheceu de imediato aquele talento promissor e teceu alguns comentários relevantes. De lá pra cá, ambos já se enfrentaram diversas vezes, e ambos já sucumbiram um ao outro. No ano passado, uma bateria foi o ponto alto desse encontro: a final do Billabong Pro em Teahupoo. As ondas estavam incrivelmente perfeitas e gigantes. Kelly, por sua experiência naquelas condições, era favorito, mas Gabriel venceu. Kelly não se abateu, pelo contrário, reconheceu e enalteceu aquela vitória. O garoto promissor já era realidade e se firmou ali como o provável próximo campeão mundial. E assim o foi. 


Com o título e a belíssima trajetória, o conceituado jornalista Tulio Brandão foi convidado a escrevê-la. Hoje começo a ler este belíssimo trabalho, e começo pelo lindo prefácio, escrito pelo grande campeão Kelly Slater, que transcreveu sua percepção do Gabriel de forma sincera e verdadeira, demonstrando mais uma de suas qualidades admiráveis, a humildade e o respeito. Que sirva de lição para o Gabriel, para que tenhamos um grande campeão no futuro quando o maior de todos nos deixar.

Aos 47


Cheguei aos 47. Sinto que o tempo está acelerando. As mudanças são mais constantes. As lembranças do passado estão se distanciando cada vez mais rápido e muitas estão sendo esquecidas. Ainda é cedo, espero! Ainda pretendo chegar bem mais longe, embora tenha a certeza de que já passei da metade do caminho. Se chegarei aos 70, 80 ou 90, isso é pretensioso, não ligo nem um pouco pra isso. Quero apenar ir em frente, seguir com meus ideais, fortalecer meus valores, proteger o que conquistei, minha família, meus amigos, minha saúde, meus bens. Ainda tenho muito a aprender, apenas mudei o ritmo, já não vou tão rápido quanto o tempo, já não me exijo tanto, não tenho tanta pressa, tenho meu tempo, vivo um dia de cada vez, valorizo cada momento, observo melhor os detalhes da vida e do mundo, sinto com mais intensidade, entrego-me às emoções sem medo. Sinto minhas raízes mais firmes, mais profundas, tenho mais a oferecer, meus frutos estão amadurecendo, produzo mais e melhor. Sinto ser um ser em evolução, uma árvore distinta da maioria, nem maior, nem menor; nem melhor, nem pior; apenas eu.

A pior bateria do surf profissional


Vergonhosa. Essa é a melhor definição para a atuação de Filipe Toledo nessa etapa do Billabong Pro Tahiti 2015. Logo na primeira fase, quando assistia à sua bateria, senti-me frustrado ao perceber sua atitude medrosa diante das difíceis ondas de Teahupoo. Ali estava um cara que ocupava a 4ª posição do ranking da divisão de elite do surf mundial, um cara que já deu show em outras etapas, um surfista excepcional.

Filipe foi passando as fases eliminatórias com performances muito abaixo do esperado, mas conseguiu chegar ao 5º round. O mar não estava bom, era um mar difícil, no entanto o novato Italo Ferreira pegou 7 ondas, buscou os tubos em todas elas, arriscou aéreos impossíveis, enquanto Filipe literalmente boiava. Nunca vi e nunca houve em toda história do surf mundial uma pontuação zero. Foi ridículo, inadmissível. Ele nem tentou pegar qualquer onda. Uma vergonha para ele, uma decepção para seus fans. Esse é o cara com pretensão e possibilidade real de chegar a um título mundial? 


quarta-feira, agosto 26, 2015

Billabong Pro Tahiti 2015


Foi por pouco, muito pouco! Tudo que aconteceu nesse evento foi por pouco, Adriano, líder do ranking, embora perdendo logo na terceira fase, manteve a liderança porque Mick Fanning, na sua cola, e Julian Wilson, sedento por um bom resultado, também perderem na mesma fase; Filipe Toledo, que era o quarto no ranking, embora decepcionando, chegou ao quinto round; Owen Write, o último com condições de chegar à liderança, surfou muito, mas perdeu na semi final; Kelly Slater e CJ Hobgood, que destruíram e fizeram excelentes apresentações, não passarem para a final; e Gabriel Medina, que surfou muito durante todas as fases, por um erro na escolha das ondas, não venceu; tudo por muito pouco.

Sobrou para o Jeremy Flores. Sorte? Não. Talvez um pouco, mas muita estratégia e técnica fizeram-no campeão, merecidamente. A sua frieza em todas as baterias congelava-nos, meros espectadores. O cara só pegava as da série, ondas cabulosas. Fez drops e tubos insanos, convenceu os juízes e a todos que voltou do acidente melhor do que nunca. Com isso, pulou da 12ª posição para a 7ª.

O ranking segue praticamente como estava, apenas duas pequenas mudanças significativas além da subida do Jeremy: o Owen Write subiu duas posições, ocupando agora o 3º lugar e o Gabriel Medina que também subiu 5 posições, ocupando o 10º lugar. Tudo por muito pouco...

sábado, agosto 22, 2015

Soundtrack to Surfing

Soundtrack to Surfing from valdeck.j on 8tracks Radio.

Laboratorium Piesni

Laboratorium Pieśni - Sztoj pa moru

Białoruska pieśń "Sztoj pa moru" ("Tam na morzu") zaśpiewana i nagrana w Świątynia Dźwięku - Sound Temple w Borsku na Kaszubach.Realizacja video: Marta Obiegla i Dariusz DawidowskiTłumaczenie tekstu: Na morzu, na błękitnym morzuTam pływały stada białych łabędziSą małymi łabądkamiA skąd się wziął szaro-biały orzełRozgonił stado po całym błękitnym morzuBiały puszek uniósł się do niebaSzare pierze opadło na zielonej łąceA kto zbierze to pierze?Zbierze je piękna dziewczynaŚpiew: Alina Jurczyszyn, Kamila Bigus, Lila Schally-Kacprzak, Iwona Majszyk, Klaudia Lewandowska, Magda Jurczyszyn, Karolina Stawiszyńska, Alina Klebba.Wielkie podziękowania dla Asi i Huzego za gościnę i wspólne bębnienie!Dziękujemy Ramanowi za podzielenie się pieśnią, tekst i tłumaczenie!http://laboratoriumpiesni.pl/

Posted by Laboratorium Pieśni on Quinta, 20 de agosto de 2015


Grupo polaco da Provincia de Gdansk. Não sei o porquê, mas, quando escuto essas músicas, sinto como se voltasse às minhas origens.

segunda-feira, agosto 17, 2015

Billabong Pro Tahiti 2015


O Billabong Pro Tahiti é um dos três eventos mais esperados do ano, junto ao Fiji Pro e ao Pipeline Masters. Esse ano, pelo menos por enquanto, o que vimos foram flashs de excelência, nada mais. As condições estão longe das ideais e esperadas para a etapa. É verdade que ainda estamos no terceiro dia, terceiro round, mas só hoje, em uma bateria, tivemos um espetáculo, um show de técnica, estratégia e brilho, para não falar em sorte, porque Gabriel Medina e John John Florence possuem esse dom.

Essa poderia ser facilmente a final, mas as posições nas quais eles se encontram no ranking fizeram com que se enfrentassem logo no terceiro round, onde um é eliminado. E o que vimos foi a melhor bateria desse ano. Disputada onda a onda, no vira-vira. Tensão e emoção do início ao fim, para somente na última onda o Gabriel garantir, com a melhor onda da bateria, sua vitória.

É uma pena ver o John John ser eliminado tão cedo, o cara que vinha até então com a melhor performance, mas somos brasileiros, e queremos e torcemos pelo Gabriel, e foi uma vitória justa, espetacular, com scores altíssimos. O próprio Kelly Slater, o fenômeno, comentou ao final que fora a melhor bateria que ele já vira(isso porque ele não viu a semi final do ano passado entre ele e o John John, claro).

quarta-feira, agosto 12, 2015

Gregg Allman Live


Gregg Allman é uma grande estrela, mas quase não vemos seu brilho, não pela sua idade, porque estrelas perdem o brilho com o passar dos anos, mas porque está numa outra galáxia, onde, assim como ele, muitas outras são ofuscadas pela luz pálida, pelo céu sem cor, sem brilho, repleto desses pseudo artistas fortemente iluminados artificialmente e incessantemente expostos por todo tipo de mídia, mas que não encantam, são tão passageiros e esquecidos como cometas que passam e não deixam lembranças.

Gregg está quase completando 70 anos, e desde 1969, quando junto ao seu irmão Duane Allman, fundaram o "The Allman Brother's Band", muito fez pela música, especialmente pelo Southern Rock e pelo Classic Rock, estilos pelos quais sua banda é reverenciada. 

Antes de gravarem o primeiro disco, viajaram bastante pelo sul dos EUA tocando Soul e R&B até criarem uma identidade para o seu som, que seria mais tarde chamado de Southern Rock, e seguido por diversas outras bandas daquela região.


Com a banda formada e muito afinada depois de tantas apresentações, entraram no estúdio para gravar seu primogênito, um álbum belíssimo, até hoje considerado pelos "entendidos" como uma das melhores estreias de todos os tempos, um álbum pelo qual tenho muito carinho e mantenho duas cópias na minha singela coleção, um cd e um lp original, prensado no ano de lançamento, em 1969, uma relíquia. Mas também tenho outros, vários na verdade, porque embora Duane só tenha gravado dois discos em estúdio e um ao vivo, pois em 1971, foi vítima fatal de um estúpido acidente de moto, chocando a todos e quase pondo fim a banda.


Mas Gregg reuniu forças e dois anos depois reformulou a banda e gravou outro clássico, "Brothers and Sisters". Daí pra frente o que vimos foi uma constante troca de músicos até quando entraram Warren Haynes e Derek Trucks, dois guitarristas excepcionais, com estilos diferentes, e juntos levantaram a banda e outros ótimos discos foram lançados até 2003, quando parece que a força criativa deixou de funcionar.

No entanto, desde sempre, Gregg apesar de sofrer diversos problemas de saúde, provavelmente causados pelo uso excessivo das mais variadas drogas, esteve sempre na ativa, seja gravando discos solo, seja participando de projetos de outros artistas e fazendo shows pelo mundo afora.


Agora ele chega com este ótimo disco ao vivo, "Back to Macon, GA", uma volta às raízes do Blues, do Soul e do Southern que lhe consagraram como um músico que merece ser contemplado e reconhecido como um dos mais importantes na história do Rock 'n' Roll. 

Hoje é uma noite de inverno, e como tal, nosso céu está escuro, encoberto pelas nuvens negras carregadas de energia prestes a desabar. Não conseguimos ver o brilho das estrelas, nenhuma delas, ainda assim, estrelas não só brilham e emitem luz, estrelas produzem sons, e aqueles que possuem os ouvidos mais afinados conseguem absorver a música e a melodia produzida pelas centelhas distantes e tão presentes nesse nosso universo.




Bahamas

Recentemente postei aqui no blog um cara novo chamado Leon Bridges que fez um ótimo disco este ano, cantando e tocando piano e guitarra muito bem, lembrando os mestres da Soul Music dos anos 70. Leon, numa entrevista há poucos dias, disse que estava ouvindo muito o Bahamas. 

Sinceramente, nunca tinha ouvido falar nessa banda, e fui conferir. Bahamas é como Afie Jurvanen é conhecido e "Bahamas is Afie" é o terceiro trabalho da banda que leva seu codinome. A sonoridade é algo Indie Folk, muito agradável, com destaque para as guitarras de Afie e as lindas vocalizações.

Foram contratados pela gravadora de Jack Johnson, a "Bushfire Records", e nada mais natural que sejam promovidos abrindo os shows do próprio Jack Johnson, além de Robert Plant e Wilco. Não vai demorar para se falar deles. Bom, alguém aqui já está falando...




Para conferir:
http://www.bahamasmusic.net/
http://brushfirerecords.com/artists/bahamas/
https://soundcloud.com/bahamas

terça-feira, agosto 11, 2015

Teahupoo por um Drone



Imagens incríveis capturadas por um drone mostram a beleza e o poder de uma das ondas mais difíceis do mundo, a propósito, a próxima parada do circuito mundial de surf que começa daqui a três dias.

Magnetic Eye Records


Esta é uma gravadora de Albany, Nova York, focada em novas bandas de Stoner, Hard e Metal. Recentemente eles reuniram várias bandas do seu cast para regravarem músicas de Jimi Hendrix. O resultado é curioso, no mínimo. Hendrix influenciou artistas dos mais diversos estilos e ainda hoje faz a cabeça de várias gerações.


Eles fizeram um primeiro cd chamado "Best of James Marshall Hendrix", com sete músicas, seis bandas: Child, Elephant Tree, Stubb, Rozy Finch, Geezer e a Wu Fat com duas músicas. Não se trata de covers, mas sim de versões, onde cada banda tocou a música do ídolo a sua maneira, ou seja, algumas estão bem diferentes das originais. A única que se aproximou foi a Stubb tocando Little Wing, que por sinal foi a minha preferida.


O resultado agradou, mas não fui suficiente, e logo depois lançaram um outro, dessa vez duplo, com a mesma proposta, com o título "Electric Ladyland(Redux). Nesse segundo foram convidadas dezesseis bandas, algumas que participaram do primeiro e várias outras, com destaque para: Open Hand, All Them Witches, Superchief, Origami Horses, The Heavy Eyes, Gozu, King Buffalo, Tunga Moln e Elder, que também embora tenham inserido seus elementos, não fugiram tanto da sonoridade original.

É uma pena que gravadoras como essa e tantas outras pequenas não tenham distribuição no Brasil, e por isso ficamos sujeitos aos abusivos impostos de importação, às taxas exorbitantes de fretes, além da desvalorização da nossa moeda, que tornam a compra dos originais um pesadelo aos colecionadores.


http://www.merhq.net/
http://store.merhq.com/album/best-of-james-marshall-hendrix
http://store.merhq.com/album/electric-ladyland-redux

Lynyrd Skynyrd - One More For The Fans


Este álbum maravilhoso é uma homenagem ao Lynyrd Skynyrd. Em 1976 eles lançaram um clássico ao vivo chamado "One More From The Road", e agora, no mesmo palco, vinte artistas das antigas e nomes atuais fizeram essa justa e honrosa homenagem ao legado que esses sulistas deixaram para a eternidade.

Imperdível para os fans e ótima oportunidade para quem não conhece o melhor que há em termos de Southern Rock.




segunda-feira, agosto 10, 2015

Para Fans do Led Zeppelin

Jimmy Page e CIA vêm nos agraciando com reedições caprichadas de todos os álbuns lançados pela banda, recheadas com bônus e fotos inéditas, em cd e lp. Lá fora, as edições ganharam luxuosas caixas que infelizmente não saíram no Brasil, e importá-las é suicídio financeiro.

Recentemente, uma revista especializada publicou uma matéria sobre esses lançamentos e escolheu 10 músicas indispensáveis que não entraram nos discos oficiais, mas que agora estão a nossa disposição. São elas:


"La La" foi gravada originalmente em 1969, nas sessões do Led Zeppelin II. Provavelmente ficou de fora por dissonar com as demais faixas do álbum. É um instrumental comandado pelo orgão de John Paul Jones e repleto de guitarras de Page.


"Jennings Farm Blues" é uma versão elétrica da clássica "Bron-Y-Aur-Stomp", presente no Led III. Tem a mesma pegada e energia de "Immigrant Song", uma pedrada.


"Key to the Highway/Trouble in Mind" foi gravada durante as sessões do terceiro álbum, mas ficou fora dele porque soa muito mais como uma "Jam Session", caberia muito bem em um disco ao vivo, mas não em um álbum de estúdio. Uma pena, apenas Page e Plant fazendo um blues dilacerante!


"10 Ribs and All/Carrot Pod Pod(Pod)" é uma música instrumental meio espacial, totalmente estranha ao disco "Presence", gravado na mesma época. Não tinha como colocá-la naquele álbum.


Não entendo como, nem porque essa linda música não foi incluída no primeiro disco do Led. "Baby Come on Home" é fantástica!


"Travelling Riverside Blues" é mais uma daquelas músicas que geraram tanta polêmica em cima do Led Zeppelin. Foi gravada em 1969 e a banda foi acusada de plagio. Page e Plant teriam eletrificado um blues de Robert Johnson de 1937. Vai saber?


"Hey, Hey, What Can I Do" é da época do Led III, mas ficou de fora do álbum original para só aparecer numa versão do Coda em 1993, e agora, novamente, nessas novas edições. Quem é fan do Led identifica facilmente o período, é a cara do terceiro disco da banda.


"If It Keeps on Raining" é uma versão excêntrica de "When The Leeve Breaks", uma das melhores músicas do Led. Não posso dizer que é melhor que a original, não é, mas tudo nela se sobressai, o baixo e a bateria principalmente. Ficou ótima!


"Sugar Mama" é uma delícia, é a essência da melhor banda do mundo, o creme. O Led Zeppelin tinha esse poder de temperar Blues, Hard Rock, Pop e Rhythm and Blues. O resultado é fantástico. A receita foi perdida.


"St. Tristan's Sword" é outra da fase Led III, outra instrumental. Ao ouví-la temos a sensação de estarmos em um ensaio, ou em um show no qual a banda improvisa. A guitarra de Page está funkeada como não é de costume e Bonzo, como sempre, arrebenta. Soa como Led Zeppelin, só que com um toque Funk. Ficou demais!!

sexta-feira, julho 31, 2015

David Gilmour


Recentemente David Gilmour anunciou um novo álbum solo previsto para ser lançado em 18 de setembro. Isso é uma ótima notícia, pois até hoje apenas três discos com material inédito foram lançados em toda sua carreira solo. O primeiro foi em 1978, ou seja, quase quarenta anos, e o último em 2006, há quase dez anos. Para quem é fan, como eu, isso é muito pouco. Gostaria de ter um disco novo a cada ano, como a maioria das bandas, desde que mantenha o nível, claro.

Mas artistas como ele são assim, levam anos para produzir novos trabalhos, até mesmo porque se envolvem em muitos projetos, e são extremamente perfeccionistas. Então, a expectativa é enorme para esse disco. 


Hoje o site oficial disponibilizou um vídeo com a faixa título, Rattle That Lock, uma animação com anjos decaídos para uma terra sombria, onde se transformam em pássaros predadores, dominada por animais bizarros, um submundo ardente, uma reflexão para um futuro incerto e assustador. Vamos torcer para que o lançamento seja mundial, pois nos sites gringos já estão em pré-venda, mas com o dollar como está, fica inviável a importação, além das taxas abusivas desse nosso governo que só apoia e incentiva a cultura de bundas.



http://davidgilmour.com/

quarta-feira, julho 29, 2015

Warren Haynes - Ashes & Dust


Vou me arriscar, talvez queimar minha língua, dar um tiro no escuro, mas estou tão seguro que não exito em já anunciar o melhor disco do ano. Sei que essa declaração gera discordâncias, que talvez seja precipitada, afinal ainda estamos no meio do ano, mas vou em frente...

Quem conhece Warren Haynes? Se perguntar a cada 10 dos meus amigos, talvez um diga sim. Coitados dos outros nove...Esse cara é fantástico!! Um dos melhores guitarristas americanos, está na lista dos 100 melhores de todos os tempos da revista Rolling Stone e já está na estrada há um bom tempo conquistando multidões.

Só fazendo um breve relato, conheci-o nos discos do Allman Brothers, quando entrou na banda em 1990. Já são 25 anos, não é pouco! Em 1992, ele fez seu primeiro álbum solo, chamado "Tales of Ordinary Madness", e logo depois formou sua banda, o Gov't Mule. Sua "mula" soltou diversos coices certeiros, discos excelentes, até quando em 2011 ele gravou seu segundo trabalho solo, "Man in Motion". Outro petardo! 


De lá pra cá, participou de vários projetos, e agora, esta semana, pintou este quadro, esta obra prima do Blues, um disco lindo, revisitando as origens, as raízes do estilo. Um álbum leve, gostoso de ouvir, com melodias suaves que nos forçam a fechar os olhos e tocar uma guitarra imaginária acompanhando seus solos cheios de sentimentos e beleza.

De onde vem tanta inspiração eu não sei, o fato é que este cara consegue, mesmo com toda sua técnica, tocar de forma tão simples e fascinante, fazer uma música orgânica, acústica, profunda. Sou fan incondicional desse músico, mas não é por isso que coloco este disco no mais alto patamar, é pelo seu conteúdo, pelo que transmite, pelo bem que me faz e fará para quem lhe der ouvidos.



http://www.warrenhaynes.net/