A música inspira o surf.

Sempre estiveram presentes na minha vida. Chegaram juntos e tomaram conta dos meus pensamentos, fazendo com que, a eles, tudo esteja relacionado.

O surf é o meu estilo de vida. Ele dita o meu ritmo. Um amor que perdura por quarenta anos e está cada vez mais sólido.

A música é essencial. Torna momentos marcantes e inesquecíveis pelo simples fato de estar presente.

Nessa trajetória, já percorremos milhares de quilômetros em busca das melhores ondas, sempre embalados pelo bom e velho Rock 'n Roll.

sábado, outubro 31, 2015

Wolfmother - 10 anos


31 de outubro de 2005. Hoje faz dez anos do lançamento oficial dessa obra única que viria a causar o maior furor na cena musical da década. Foi um choque, um ataque fulminante, uma bomba com potencial para arrasar o mundo. O que aqueles três jovens australianos estavam criando naquele estúdio da Universal na Califórnia nem eles mesmos podiam imaginar. 

A fórmula mágica tinha os elementos básicos: psicodelia, muito feeling, riffs agressivos, baixo pulsante, teclados alucinantes e bateria destruidora. O resultado foi um novo elemento, algo que soava como o Black Sabbath e o Led Zeppelin juntos, se isso fosse possível. Era algo inédito,  primitivo, grandioso, perigoso, sujo, pegajoso, intenso, viciante, cativante, com corpo e alma própria. 


Uma obra como essa é tão importante que depois dela houve uma mudança na cena do rock. Todos os envolvidos no movimento estavam atordoados. Era preciso mudar os rumos, um novo caminho fora aberto e seria por ele que a maioria das melhores bandas seguiriam até os dias atuais.

Para comemorar essa façanha, a gravadora está lançando uma edição especial em cd e lp duplos. O primeiro disco é idêntico ao original, e o segundo vem com 15 faixas demos, b-sides e versões ao vivo. Nenhuma explosão será causada, nenhuma outra revolução iniciada, é apenas uma homenagem e uma forma de conhecermos um pouco mais de como eles chegaram ao resultado final.




quarta-feira, outubro 28, 2015

Novo vídeo do John John


Novo short vídeo do John John Florence. Além do show de surf, belíssimas imagens. Vale assistir o melhor surfista do mundo. 

Yago Dora


Este ano de 2015 temos uma das maiores e melhor participação de brasileiros na elite, 1ª divisão do circuito mundial profissional de surf. São sete os nossos representantes fixos, além do Alejo Muniz, Caio Ibeli e do Thomas Hermes que participaram como convidados/alternates em algumas etapas. Isso representa quase um quarto de todos os atletas, apenas atrás da Australia, que sempre foi absoluta, com 10 representantes, privilegiada por sediar três eventos no seu território, contra apenas um em cada outro país. 
No entanto, a coisa pode melhorar ainda mais para o próximo ano, pois já temos garantidos mais dois nomes, o Alejo Muniz e o Caio Ibeli, ou seja, se nenhum dos que estão hoje for rebaixado, teremos 9 nomes, quase um terço do total, mas ainda faltam algumas etapas e vamos esperar para comemorar na hora certa.
Temos ainda o Alex Ribeiro, Deivid Silva e Jesse Mendes com grandes chances de classificação, tudo vai depender dos seus resultados nessa reta final. Um nome, por enquanto, ainda não ameça classificação, mas tenho certeza que dentro de dois ou três anos será presença garantida, o garoto chama-se Yago Dora. Está sendo preparado desde pequeno com esse objetivo e está mostrando grande evolução e já reconhecimento. Não tardará para sermos maioria nesse grupo que por toda história teve domínio australiano e apesar de muita resistência, e muito trabalho da nossa parte, chegaremos lá.

Wolfmother - Easy Lover (Phil Collins cover)


Nunca gostei de Phil Collins, aliás, em tempos longínquos, quando ainda tinha cabelo e tocava bateria nos primeiros anos do Genesis, até cheguei a admirá-lo com as baquetas, ninguém pode negar, foi um grande baterista. Com a saída do Peter Gabriel da banda, Phil acumulou os vocais e ainda fez um bom trabalho, mas sua carreiro solo é muito fraca. 
Também não sou chegado a versões, com raríssimas exceções, e mais raras ainda são aquelas que superam as originais. Mas está aí um exemplo para queimar minha língua. A excelente banda Wolfmother conseguiu tornar uma música chata, pop e grudenta, em um rock bem agradável. Tirou onda, colocou peso, guitarras distorcidas nos riffs e superou a original. Muitos vão discordar, mas gosto não é para qualquer um.

segunda-feira, outubro 26, 2015

Sementes


As sementes, assim como as almas, são invisíveis,
as primeiras, dormem no interior da terra,
as outras, habitam o interior do ser,
até quando cismam em despertar.


Small Faces x Faces.

O Small Faces ou Faces, como muita gente pensa, não é a mesma banda, ou quase isso. O Small Faces foi uma banda londrina que fez muito sucesso no seu país de origem na metade dos anos '60, batendo de frente com o The Who e os Rolling Stones. Esse sucesso, no entanto, nunca foi atingido na América, sabe-se lá o porquê.

Mas voltando a diferença, ou confusão, como absurdamente fora cometido pela gravadora americana, a Demon, quando lançou o primeiro disco do Faces nos Estados Unidos, em 1970. O que ocorreu foi uma mudança na formação que resultou em uma pequena mudança no nome da banda.


O Small Faces era composto por Steve Marriot(guitarra e vocais), Ronnie Lane(baixo e vocais), ambos membros fundadores, e ainda Jimmy Winston(orgão), que logo foi substituído por Ian McLagan, e Kenney Jones na bateria.

Quando em 1969, Steve Marriot deixou a banda, os três membros remanescentes convidaram para substituí-lo o guitarrista Ron Wood(que anos mais tarde iria para os Stones) e o cantor Rod Stewart(que mais tarde faria bastante sucesso em carreira solo). Com isso, retiraram o nome "Small" e ficaram apenas com "Faces ."

Tirando esse equívoco, o que fica e o que mais importa é a música feita por esses caras, os excelentes discos gravados até o início dos anos '70, quando infelizmente tenderam para o Pop e vieram a acabar.



sábado, outubro 24, 2015

"The Rest"


Porra, esse vídeo é sensacional! O que nós somos, para onde vamos? Somos uns merdas ficando velhos e rabugentos e vamos para um buraco. Se não nos mantermos unidos, continuando a fazer o que gostamos, com quem nos entendemos, rindo dos nossos tropeços e das nossas memórias, viveremos cada vez menos, tristes e lamentando os bons tempos. Fodam-se! Quero mais é me divertir, sorrir, amar, gozar, curtir cada dia com o que ainda tenho, fazer o que posso e tirar proveito da minha capacidade, enquanto ainda tenho alguma.

quarta-feira, outubro 21, 2015

Lee Harvey Osmond


Beautiful Scars é o terceiro e recém lançado álbum do projeto de Tom Wilson, que em 2009 lançou "A Quiet Evil", e em 2013, "The Folk Sinner", ambos premiados no circuito canadense.
Com a produção de Michel Timmins, do Cowboy Junkies, esse trabalho está exuberante. Blues e Folk tradicionais são a tônica das dez músicas do álbum. A voz de Wilson é modesta e profunda, belíssima, as guitarras nos elevam e a cozinha de baixo e bateria nos faz voltar aos velhos tempos, quando a música era tocada por homens simples, com muita dor e sentimento aflorando, seja por amor, seja por esperança ou desilusão.




http://leeharveyosmond.com/
https://soundcloud.com/latent-recordings/lee-harvey-osmond-blue-moon-drive/sets
https://leeharveyosmond.bandcamp.com/

segunda-feira, outubro 19, 2015

ISA World Junior Surfing Championship 2015


Terminou nesse domingo a maratona que define os melhores surfistas até 18 anos. O Brasil teve uma das suas piores colocações nesse evento, ficando apenas com o 12º lugar geral por equipes.

Bobby Martinez

http://backdraft.surfline.com/

domingo, outubro 18, 2015

Meu Amor


....
meu amor
tenho certeza que o 
nosso amor será biblioteca
vou andar pelos seus corredores
pegar os livros que falam dos seus sonhos, medos e esperanças
tenho uma utopia linda de tentar conhecer cada canto de sua alma
com esse meu espírito de leitor voraz
mesmo que no fundo eu sei
que nunca conseguirei saber tudo sobre a sua alma
acho que o amor é isso
é a constatação do infinito que existe no outro
por isso a expressão "perdido de amor"
quem não quer se perder em um infinito?
eu quero
e talvez eu possa desaparecer em um coração
quero me sentar nessa confortável poltrona de envelhecer
com uma boa xícara de café
e ler as suas páginas pelo resto da minha vida
e celebrar a genialidade dessa escritora chamada
vida

Nossos Lugares

Há muita beleza espalhada por aí, basta ter olhos atentos e vontade para ver...Esse fim de semana, 17 e 18 de outubro de 2015, a natureza estava se exibindo, feliz de quem pôde apreciar seu espetáculo.




quinta-feira, outubro 15, 2015

Top 10 Led Zeppelin Acoustic Songs

O Led Zeppelin é a banda perfeita, sua história e trajetória registram essa minha afirmação. Uma única formação, dez discos, inúmeros bootlegs não autorizados, apresentações memoráveis. Foram do blues ao hard rock, flertaram com música indiana e folk, alguns até consideram metal, apesar de não concordar com isso.  Dentre seus clássicos, algumas músicas acústicas também se destacam, entre elas:

10_ Hey, Hey What Can I Do - Está no lado B do compacto de Immigrant Song, de 1970, e só foi relançada no Box comemorativo de 1990.

9_The Battle of Evermore - Uma linda música incluída no disco Led IV, de 1971.

8_Poor Tom - Essa música nunca entrou nos discos da carreira do grupo, apenas nos outtakes do Coda, após o fim da banda em 1982.

7_Friends - Essa é uma versão de Four Sticks gravada na India em 1972, também não está nos discos oficiais.

6_Bron-Yr_Aur - Uma das mais curtas e mais lindas músicas da banda.

5_Going to California - Outra que está no clássico Led IV, simplesmente fantástica!

4_Gallows Pole - Voltando ao Led III, o disco mais acústico da banda. Plant está frenético, Page usa banjo, bandolin e guitarras. Bonzo aparece, como sempre, detonando.

3_Black Country Woman - Essa é puro blues, Plant canta e toca harmônica, está no duplo Physical Graffiti, de 1975.

2_That's the Way - Também do Led III, com o mesmo feeling de Bron-Yr-Aur, uma belíssima canção aqui em uma versão ao vivo em 1975.

1_Babe I'm Gonna Leave You - Essa é do início da história da banda, uma das primeiras músicas que Page e Plant fizeram juntos. Lançada no primeiro disco, em 1968, já anunciava o que estava por vir.

quarta-feira, outubro 14, 2015

Van Zant Legacy

Quando ouvimos o nome Van Zant, lembramos logo de três caras que representam muito para a música americana, Donnie, Ronnie e Johnny.
Donnie fez carreira com sua banda, a .38 Special, com vários discos e turnês por toda a America com relativo sucesso.
Ronnie formou um dos maiores grupos americanos, o Lynyrd Skynyrd, gravou discos excelentes e fez história sendo um dos criadores do estilo conhecido como Southern Rock
Em outubro de 1977, porém, uma tragédia se abateu sobre a banda quando o avião que levava alguns membros em turnê caiu e seis pessoas faleceram, incluindo Ronnie. Seria o fim da banda, mas o irmão mais novo, Johnny, aceitou a difícil tarefa de substituir o ícone e manter viva a banda que era adorada por milhões.
Na época do acidente, Ronnie deixou uma filha com dez anos, Tammy Michelle, que hoje também faz música, assim como seu primo, Jimmie, ambos mantém o legado da família e do nome Van Zant.






Donavon Frankenreiter - The Heart


The Heart é o novo trabalho de Donavon, um disco bastante sentimental, todas as canções são íntimas, honestas, feitas com o coração, palavras do próprio Donavon. 
O álbum foi gravado em um estúdio no Texas, mas de forma inusitada, aberto ao público. 
Donavon e apenas mais dois companheiros mudaram-se por duas semanas para o estúdio localizado em uma fazenda. Não saíram de lá até o disco ser concluído. A cada dia uma nova música era gravada e as gravações podiam ser vistas por quem quisesse.
A última música do disco, California Lights, foi composta apenas ao violão, inspirada pelo momento que o pai dele passava, com leucemia, e que logo depois veio a falecer.
"Eu senti como se estivesse em uma bolha, todo o tempo, eu estava tão dentro da música...eu chorei quando saí do estúdio, e os caras da banda também...foi como voltar à realidade. Isso é o que a música faz, você pode definitivamente escapar."





10 OurVinyl Sessions












sábado, outubro 10, 2015

Seis Álbuns de Outubro

Ontem recebi mais uma encomenda que fiz na Classic Rock Brazil Store, do meu amigo Leonardo Martins. Foram seis discos clássicos de bandas que adoro.
Dois discos do Ten Years After, Cricklewood Green e Watt, ambos gravados em 1970, que com o trabalho seguinte, A Space in Time, fecharam um período que começou em 1967 com sete excelentes álbuns.




 



Um dos discos que fez parte da minha seleta coleção de importados e raros nos anos '90, um daqueles que ocupavam lugar de destaque na prateleira e no meu coração. Já me lamentei muito por todos esses anos a sua perda porque pensava ser impossível recuperá-lo, o maravilhoso Tonight's The Night, de Neil Young, lançado em 1975.




Alimento uma paixão especial pela primeira fase do Fleetwood Mac, quando Peter Green estava na banda. Foram apenas quatro discos, mas foi o suficiente para deixar uma marca no blues inglês. Esse English Rose se confunde com o Mr. Wonderful. Ainda não consegui entender o porquê desses dois discos serem lançados com quase todas as mesmas músicas, ambos excelentes.



Stephen Stills foi um dos fundadores do Buffalo Springfield junto com Neil Young. Com o fim da banda, ele participou do projeto Super Session com Mike Bloomfield e Al Kooper. Depois juntou-se a David Crosby e Grahan Nash para formarem o Crosby, Stills & Nash. Um ano depois convidaram Neil Young e gravaram dois discos maravilhosos. Stills arriscou-se em carreira solo e gravou estes dois ótimos discos, Stephen Stills, em 1970, e Stephen Stills 2, em 1971.





Francês Outubro 2015


Pela terceira vez nesse ano fiz meu retiro surfístico na Praia do Francês. Apenas três dias, mas suficientes para renovar as boas energias que emanam daquele lugar. 
A tranquilidade da comunidade, a beleza da praia e o mar...ah! o mar...sempre lindo, azul, com suas águas translúcidas, quentes, convidativas...e as ondas, sempre fortes, desafiadoras, um caso de amor.
É isso, um caso de amor.

terça-feira, setembro 29, 2015

Nick Drake

Nessa época do ano, quando chega o outono, volto à minha casa no campo para alguns dias de reflexão. O clima aqui é agradável, as manhãs são limpas, as tardes coloridas e as noites melancólicas. Não há vida como nas primaveras, mas não é vida que venho buscar. O cenário é o bastante. Sentar-me à varanda nas noites de céu estrelado, a lua refletindo no lago, sentir o cheiro das árvores que dançam no ritmo dos ventos que sopram do norte e acariciam minha pele. O calor absorvido pela madeira deixa a casa aconchegante, as chamas ardentes da fogueira são convidativas. O vinho que ficou do ano passado é quente e apura meu paladar. Não há com quem compartilhar o que sinto, apenas sinto.

Esse é o cenário imaginário criado pelo som desse inglês de família rica que ainda criança aprendeu com a mãe a tocar piano, mas, embora também tocasse outros instrumentos, descobriu-se em 1965 quando comprou seu primeiro violão, e fez sua curta e magnífica carreira calcada nos experimentalismos com afinação própria desse instrumento.

Em 1967 experimentou a guitarra acústica, a maconha e o LSD quando viajou ao Marrocos. Descobriu o folk e influenciado por Bob Dylan começou suas apresentações em clubes locais, quando foi descoberto por um membro da banda Fairport Convention que o apresentou ao seu empresário e não demorou para lançarem seu primeiro álbum, o maravilhoso Five Leaves Left. Bryter Layter e Pink Moon completam sua obra. 

"Eu não sinto nenhuma emoção sobre nada.
 Eu não quero rir ou chorar.
 Estou dormente; morto por dentro." 
(Nick Drake no auge da depressão)

Nick era altamente depressivo, solitário, nunca teve um relacionamento amoroso, poucos eram seus amigos. Um gênio introspectivo que desistiu da vida e do mundo muito cedo com uma sobredosagem de medicamentos.  


Lançado em meados da década de '80, Time Of No Reply combina faixas de seus álbuns, outtakes e versões alternativas. É um disco lindo, melancólico, reflexo do que foi esse homem conturbado pela sua essência que encontrou na sua música a fuga do mundo real e fez dela um cenário imaginário perfeito para deleite daqueles que viveram outros outonos.


segunda-feira, setembro 28, 2015

Jason Isbell


Há alguns anos conheci uma banda chamada Drive-By-Truckers. Interessei-me por escutá-los quando li em uma resenha assim: "Drive-By Truckers é uma banda de alternative/southern,countrycore originária do Alabama cujos fundadores amam mais Lynyrd Skynyrd que os Beatles e os Rolling Stones". Bom, eu amo essas duas bandas, mas tenho uma paixão cega pelos Lynyrds, sem explicação plausível, é platônica.

Assim, esses Drive-By Truckers teriam que ser bons para honrar seus ídolos, e eram. O melhor ainda era, como sempre digo, que não soavam como seus ídolos, apenas percebia-se as influencias. Foi uma banda que também tinha três guitarristas, e no meio da carreira um desses foi o Jason Isbell, que além da guitarra passou a contribuir nas composições e vocais. Logo passou a se destacar e percebeu a oportunidade da carreira solo, na qual se lançou em 2007, com o excelente álbum "Sirens of the Ditch". 

Descobri seu trabalho no disco de 2009, "Jason Isbell and the 400 Unit". As influencias do passado pareciam ter se dissapado. Seu trabalho tinha outra identidade, própria, mas não fugia aos estilos intrínsecos na sua música, apenas tinham novas roupagens.

Não ouvi seus dois discos posteriores, "Here We Rest" e "Southeastern", que receberam excelentes críticas. Mas agora ele acabou de lançar seu quinto álbum, "Something More Than Free", e voltou a curiosidade em ouví-lo. E que grata surpresa! O clima e o ar do Alabama estavam de volta(nunca estive lá, só imagino que sejam assim), pois é assim que os Lynyrd Skynyrd respiram e externam, essa sensibilidade, esse southern country com um alto astral mesmo quando as letras são tristes, canções de amor, melodias lindas em harmonia com a bela voz desse cantor que mostra amadurecimento em cada novo trabalho.


Tenho escutado este disco com frequência e a cada vez percebo o quanto é bom, o quanto me faz bem, o quanto ainda sou apegado a esse estilo pouco explorado, regionalizado e até marginalizado pelos preconceitos enraizados naquela região dos EUA. Mas Jason ultrapassa esses limites e nos brinda com um álbum que estará em muitas listas de melhores do ano e receberá elogios e reconhecimento mundial.


terça-feira, setembro 22, 2015

Dream Left's



Não é a Indonésia, mas tem um gostinho... e está aqui bem pertinho...

domingo, setembro 20, 2015

Tesouro Belga


No início desse ano uns amigos tiveram a oportunidade de conhecer um brasileiro naturalizado belga que mora na Antuérpia há muitos anos e, como sua família ainda está no Brasil, vem todos os anos visitá-los. Foi uma oportunidade porque naquela visita esse cara trouxe uma série de LPs para vender e quem estava na hora fez a festa. Contatos foram trocados e o cara percebeu que a venda de discos seria uma maneira de garantir suas despesas nas viagens para o Brasil. Esses amigos me apresentaram ao Breno e não perdi tempo. Mostrei meu interesse em participar desse grupo e fiz minha lista de desejos. De logo negociei com ele um pacote com 10 LPs e comecei a pagar, mesmo um pouco apreensivo, pois a previsão para ele voltar ao Brasil era somente agora, no fim de setembro, mas arrisquei. Dias depois ele conseguiu mais dois discos do meu interesse e acrescentei à conta. Assim como eu, outros também fizeram seus pedidos e o Breno ainda comprou uma centena de títulos a fim de vender não só aqui em Aracaju, mas também em Salvador e em São Paulo, onde também tem seus contatos.

Nessa sexta passada ele chegou e avisou que além dos encomendados, tinha trazido muitos outros que seriam do nosso interesse para que fôssemos preparados. Fomos ao seu encontro e tomamos um susto com a quantidade e qualidade do material, parecíamos urubus na carniça. Meu pacote de 12 discos já estava separado e pago, mas o que estava ali na minha frente era irresistível e não poderia deixar passar a chance de adquirir títulos que talvez nunca mais visse novamente.

Bom, o estrago era iminente, estrago nas minhas economias e poupanças. O coração dizia sim, a razão gritava não. Mas meu coração, nesses casos, sempre vence. Saí de lá com 26 títulos. Discos simples, duplos, triplos, caixas com quatro e caixas com até oito LPs. Um tesouro estava em minhas mãos, tesouro vindo da longínqua Bélgica por meio de um baiano gente boa que nos garantiu trazer muitas outras pérolas para alegrar nossos corações carentes dessas belezuras.







domingo, setembro 13, 2015

15 Songs

Todo santo dia uma nova banda aparece, a maioria é apenas mais do mesmo, é verdade, mas algumas têm algo a mais. 
Quando nos aproximamos do fim de cada ano fico com a difícil tarefa de selecionar o que de melhor surgiu no período, e a cada ano isto está cada vez mais complicado, seja pelo nível que tem subido, seja pela quantidade de material que tenho recebido, muitos desses, nem sequer chego a escutar, deixo passar porque precisaria dedicar o dia inteiro para dar atenção a todos e tenho mais o que fazer.

Para dar uma passada rápida em algumas dessas bandas que me chamaram a atenção, vou postar aqui  uma pequena seleção de 15 músicas, todas lançadas este ano para curtir nesse domingão de vento e sem onda, ótimo para uma sessão de Rock 'n' Roll.
















sábado, setembro 12, 2015

Assassino de Ricardinho é Condenado


Em decisão final, o assassino de Ricardinho é finalmente expulso da corporação militar de Santa Catarina. Desde 17 de julho que o comando da polícia tomou a decisão, mas o processo seguia em fase de recursos. Nessa sexta, porém, Luis Mota Brentano foi condenado e agora é réu civil. Segue preso no 8º Batalhão de Joinvile por decisão da Justiça. Agora vamos esperar que seja pronunciado e venha a ser julgado pelo Júri Popular e condenado a pena máxima.

sexta-feira, setembro 11, 2015

Hurley Pro at Trestles 2015

Começou a oitava etapa da WSL, o Hurley Pro at Lowers Trestles, Califórnia. É nessa etapa que todos os anos vemos as mais altas performances em termos de manobras. Lembro-me bem do ano passado, quando vi o John John mostrando o mais alto nível de surf até então em um campeonato. Ontem um amigo me questionou quem eu apontaria como favorito, respondi, lógico, Filipe Toledo, Gabriel Medina, John John, Julian e Kelly.

Para esse ano as expectativas são ainda maiores, e pelo menos por enquanto estão se confirmando. A velha e a jovem guarda estão brigando de igual para igual, seja na borda, sejam nos aéreos. Logo no primeiro dia o mar estava clássico e rolaram todas as baterias do Round 1. Destacar alguém é impossível. Todos os que venceram suas baterias foram destaques, mas um fato merece ser citado.


Na 10ª bateria estavam Gabriel Medina x Fred Patacchia x Bede Durbidge. Minutos antes da bateria, Fred deu uma entrevista e deixou no ar que estava se despedindo. Gabriel surfou como nunca, como o verdadeiro campeão do mundo, fez um 9,0 e um 8,50, mas Fred também destruiu, e fez daquele momento sua melhor atuação dos seus dez anos de carreira no circuito mundial. Foi muito bonito! Surfou apenas duas ondas, marcando 8,90 e 10, quando nesse momento, ainda dentro d'água foi cumprimentado pelo Gabriel e saiu do mar ovacionado por todos, anunciando que era realmente sua aposentadoria.

Mas, independente do momento, da comoção, sejamos justos, a onda do Fred não mereceu a nota 10. Ele estava em 2º, atrás do Gabriel, e precisava de 8,48 para vencer. Pegou uma onda da série, mas errou no time da primeira manobra, não foi perfeita, e isso bastaria para reduzir sua pontuação. Continuou na onda executando as demais manobras de forma arrasadora, com seu belo estilo e fluidez, finalizando uma onda excelente, que com toda justiça mereceu a virada, mas não o 10.

No segundo dia aconteceu o Round 2. O mar se manteve clássico e o show foi garantido. No entanto, nesse round, alguns nomes se destacaram, e a maior zebra apareceu, quando um dos maiores favoritos, John John, perdeu para um dos caras mais fracos, o Glen Hall. John é um surfista excelente em qualquer condição, mas continua errando em baterias, triste de ver. 


Vamos aos destaques: Filipe, como já era esperado, deu seu show; Joel Parkinson confirmou ter o surf mais bonito do mundo, e ainda extrapolou nas manobras; e os goofies foram quem mais impressionaram. Os ataques de back side de Gabriel Medina, Nat Young, Wiggoly Dantas e Miguel Pupo foram fenomenais.

Começou o Round 3 e logo nas três primeiras baterias vimos os brasileiros dominarem a cena, Miguel, Italo e Filipe garantiram passagem. Na bateria seguinte mais uma linda apresentação do Joel Parkinson. Depois vieram Wiggolly e Taj, bateria dificílima para o brasileiro, mas tudo deu certo para ele e Taj se afundou. Era a vez de Adriano contra a "zebra". Bateria tensa, com poucas ondas, com restart, vira-vira a cada onda, e na última Adriano se garantiu por muito pouco, Ufa! Na sequencia, outra bateria importantíssima, porque o Mick Fanning vem colado no Adriano no ranking e precisa dessa vitória, mas contra ele tem o local Kolohe Andino, que vem destruindo. Seria ótimo se Fanning perdesse, mas a experiência falou mais alto, enquanto Kolohe pegava qualquer onda, Mick era cirúrgico, sua combinação de velocidade, força e fluidez são matadoras. Seguiu o round sem surpresas, Kelly e Gabriel confirmaram seus favoritismos e passaram fácil suas baterias.

No Round 4 o Brasil estava muito bem representado, dos 12 surfistas, éramos metade e somente 4 avançariam para as quartas, mas a galera chegou junto e Filipe, Adriano e Gabriel venceram os duelos.
O Round 5 é a última repescagem e dos 3 que caíram nesse round, só Wiggolly passou. Joel, Mick e Nat Young deram show.
Quartas de Final na água. Filipe x Joel em ondas de meio metro lisinhas era certeza de vitória do elétrico Filipinho. Adriano e Wiggolly, para quem torcer? Wiggolly vinha surfando muito, mas nessa bateria não achou as ondas e Adriano passou fácil. Da mesma forma, Mick não deu chances a Buchan. Medina e Young prometiam destruir as ondas. As merrequinhas não ajudaram, Gabriel usou sua arma letal, os aéreos, e Young ainda fez uma interferência boba.

Então chegamos às semis com 3 brasileiros e um australiano, domínio total. Adriano e Filipe era briga pela liderança do ranking. Filipe levava vantagens nessas ondas, mas Adriano surpreendeu e venceu por apenas 0,19 pts. É claro que isso gerou polêmicas. Mick e Gabriel foi do mesmo jeito, disputadíssimo. Muitos acharam que Gabriel mereceu a vitória, mas não os juízes. Particularmente, achei que Mick venceu, mas uma direita de Gabriel foi subjulgada.

Mick x Adriano estavam na final disputando a etapa e a liderança do ranking. Mick foi cirúrgico, surfou como o critério exige, fez o que os juízes querem ver, e fez bem feito. Adriano surfou bem, mas não o suficiente, não o que ele é capaz. Até pensei que seria diferente, mas o Mick me convenceu do contrário.

Pérolas nas Prateleiras

Já contei aqui a história do meu amor e carinho pelos meus discos, pela minha extinta coleção de LPs que construí ao longo da década de 80. Aos poucos venho reconstruindo meu acervo, só que dessa vez com muito mais esmero. Tenho focado nas minhas bandas preferidas e em discos raros, importados e de época. É claro que isso tem um alto custo, mas, como disse, é uma relação de amor.

Na semana passada recebi um pacote com três discos que comprei de um cara do Rio Grande do Sul. Essa negociação levou uns dois ou três meses para ser concluída. O cara, a princípio, ofereceu-me os discos por uma pequena fortuna. Mostrei interesse, mas descartei devido aos preços. Trocamos várias mensagens até que um dia ele cedeu. Foi uma ótima oportunidade e não deixei passar.

O Canned Heat é uma banda que curto bastante e nunca tive um disco sequer deles. Esse, o "Future Blues", é ótimo. O Status Quo tem uma discografia enorme, mas poucos discos são realmente bons, e "Ma Kelly's Greasy Spoon" está entre os melhores. O Savoy Brown é uma super banda de blues, tem vários discos excelentes, "Street Corner Talking" é um clássico.

Canned Heat - Future Blues
Status Quo - Ma Kelly's
Savoy Brown - Street Corner Talking
Ontem recebi outra encomenda, essa direta dos EUA, de um cara que é um verdadeiro garimpeiro. Já fiz outras compras com ele e é quem está me abastecendo com meus melhores discos. Fazemos pacotes a cada 40 ou 50 dias, o tempo que leva para um pedido chegar, e assim que chega já fechamos logo outro. Nessa leva foram cinco discaços, quatro originais, edições de época, relíquias: o primeiro álbum do Allman Brothers, de 1969; os dois primeiros do Grad Funk Railroad e um dos melhores discos do Judas Priest. Além desses, uma reedição do Blue Cheer, lacrado.

The Allman Brothers Band - 1969
Grand Funk Railroad - On Time
Grand Funk Railroad - Closer to Home
Judas Priest - Sad Wings of Destiny
Blue Cheer - Vincebus Eruptum
Com esses, agora são 128 títulos nas prateleiras, ainda não chego nem perto do que já tive, mas estou ficando orgulhoso de novo, porque são discos de alto valor, álbuns que tenho paixão e a maioria são peças raras que fazem qualquer colecionador brilhar os olhos e desejar pôr as mãos, e o que é melhor, me dão muito prazer em apreciá-las e ouví-las nas minhas caixas de som.